Empresas: é preciso escolher bem a estratégia de gestão e monitoramento de TI

Por Colaborador externo | 18 de Novembro de 2013 às 16h40

*Ezequias Sena

O principal objetivo da gestão e monitoramento do ambiente de TI é blindar os processos das empresas, tornando-os mais seguros e garantindo uma estrutura robusta e operações a prova de falhas, com a velocidade necessária que o mercado exige. Isso tudo, sempre acompanhando o crescimento do ambiente e, consequentemente, dos negócios. O que era in-house, ou seja, o que as empresas tentavam resolver internamente, agora tende a ser hospedado. O que era físico, agora é virtual. E o que levava muito tempo para mostrar resultados positivos, agora é uma questão de minutos. O sistema de gestão e monitoramento de TI não só gerencia os níveis de serviços, mas atua na otimização contínua da infraestrutura e na rápida resolução de problemas.

Na medida em que mais e mais organizações adotam um ambiente híbrido de TI, em que é preciso lidar com dados físicos, virtuais e em nuvem, o controle desses ambientes se torna ainda mais complexo – principalmente no que se refere à detecção de problemas e à tomada de decisão, que são bastante desafiadoras. Afinal, se uma hora de inatividade parece tolerável para alguns gestores, para outros significa assumir prejuízos da ordem de milhões de reais. Quando processos e ferramentas não estão adequados, a restauração do serviço se torna difícil e há sempre uma vulnerabilidade rondando o departamento de TI.

Pode-se dizer que a métrica mais importante a ser monitorada é a experiência do usuário final. O consumo da CPU e da memória pode até ser baixo, mas se algo está afetando a satisfação do usuário, é isso o que conta e o que deve mobilizar toda uma equipe de trabalho na solução do problema. Se o tempo de resposta do SLA (Service Level Agreement) está excedendo os limites, não são as ferramentas tradicionais que vão detectar exatamente o que está acontecendo. O ideal é mapear cada etapa dos processos de TI, permitindo detectar e solucionar o problema e evitando que ele se repita. Toda essa mobilização costuma ser auxiliada por alarmes e notificações disparados para pessoas-chave em cada processo, a fim de que ações apropriadas e imediatas possam ser tomadas em tempo real e hábil, evitando prejuízos.

Uma pesquisa recentemente divulgada pela consultoria norte-americana Forrester, em que foram entrevistados 157 profissionais de TI, aponta que uma hora de inatividade pode custar entre dez mil e um milhão de dólares. Não é de se admirar, portanto, que a área de TI tenha se tornado o foco das atenções de muitos CEOs – superando competências profissionais e variações do mercado. Isso corrobora o fato de que as empresas geralmente não estão preparadas para tomar medidas urgentes – daí a necessidade de envidar todos os esforços possíveis para evitar problemas dessa natureza e com grande prejuízo como resultado.

Outro ponto que chama atenção é o fato de que 42% dos entrevistados levam entre uma hora e uma semana para identificar a raiz de um problema nos serviços de TI, e que 60% deles costumam envolver entre quatro e dez funcionários na solução do problema. Não só nos Estados Unidos, como no Brasil ou em qualquer lugar do mundo esses números são considerados críticos e trazem uma questão delicada, representando um custo altíssimo para as empresas. Daí a importância em reconhecer que é preciso mais planejamento, mais ferramentas e mais especialistas capazes de prevenir e solucionar problemas rapidamente – o que normalmente as faz migrar esses serviços para uma empresa de TI terceirizada e especializada em gestão e monitoramento.

Contar com serviços inteligentes certamente aumenta a capacidade de planejamento e crescimento de uma empresa, já que haverá um ganho alto em termos de agilidade e elasticidade que só a virtualização e a computação em nuvem oferecem. Esse tipo de solução não só permite que a infraestrutura de TI da empresa possa ser amplamente monitorada, como traz mais agilidade aos processos, identificando vulnerabilidades e tomando medidas protetivas e corretivas antes que um problema qualquer se instaure e traga desdobramentos como a insatisfação de clientes e, inclusive, perdas financeiras.

*Ezequias Sena é diretor comercial da Online Data Center. Empresa de soluções de tecnologia e negócios, a Online Data Center tem 20 anos de atuação no mercado de TI e conta com profissionais de destaque nesse mercado, prontos para atender clientes de todo Brasil com flexibilidade e escalabilidade.

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