Dos planos para a prática: 7 dicas para tornar seu RH estratégico de fato

Por Colaborador externo | 16.03.2015 às 07:22

Por Maria José Lopes*

As empresas e seus processos passam, cada vez mais, por mudanças internas e externas. No primeiro grupo, uma transformação é evidente, mas pouco discutida: o novo papel das áreas de Recursos Humanos. As prioridades deste setor mudaram bruscamente nos últimos anos. Se antes o foco da área era o recrutamento de profissionais, agora, o RH tem como objetivo tornar-se estratégico para a companhia. Mas o que isso quer dizer? O setor deixa de lado suas atividades mais operacionais, como a emissão da folha de pagamento, por exemplo? Claro que não. A intenção agora é acumular funções. Manter as atividades do dia-a-dia, mas também encontrar caminhos para ser uma área mais alinhada aos objetivos de negócios das grandes corporações.

O desempenho de uma organização está diretamente ligado aos talentos dentro da empresa e, claro, de sua gestão. Quando o assunto é RH, vale ressaltar, inclusive, que a gestão de pessoas é uma das prioridades para qualquer CEO. Os colaboradores formam um dos principais pilares de uma companhia e a sua combinação com processos bem estruturados e boas soluções é o segredo para atingir resultados. Então, vamos lá: Além das atividades rotineiras, quais iniciativas o departamento precisa realizar para ser reconhecido e tornar-se, de fato, mais uma área estratégica para a empresa?

1. Nomenclatura

Desapegar-se do termo “Recursos Humanos” é o primeiro passo. A palavra “recurso” está bastante ligada à utilizáveis e/ou descartáveis. É muito associada a objetos como hardwares, aparelhos telefônicos, entre outros. E, claro, as pessoas não são recursos. Nomear o setor como Departamento Humano é uma boa opção. Pode parecer superficial, mas alterar um nome ajuda na mudança de percepção, principalmente no dia-a-dia.

2. Visão abrangente

Procure sempre ter uma visão do todo. Entenda quais os objetivos de negócios da sua empresa e o que a diferencia no mercado. Você conseguirá mapear as principais metas e, assim, será capaz de traçar um planejamento que permita auxiliar no alcance destes desafios por meio de pessoas.

3. Identificação de forças e fraquezas

Analise todos os pontos fortes e fracos dentro da sua organização. Esse exercício permite ter uma visão mais ampla do momento da companhia e para onde ela deseja ir. Só assim será possível tomar iniciativas totalmente alinhadas aos objetivos de negócios.

4. Retenção de talentos

Não é segredo que o bom desempenho dos negócios está diretamente relacionado às pessoas Já até comentamos isso anteriormente, mas sempre vale reforçar. Tão importante quanto um eficiente processo seletivo é a manutenção e aperfeiçoamento de uma política bem estruturada de retenção de talentos. Principalmente hoje em dia, quando temos que aprender a trabalhar com a geração Y, famosa pela facilidade em lidar com mudanças frequentes de empregos.

5. Parceria

O DH (Lembra-se? Vamos começar mudando o nome do nosso setor) deve sempre somar às outras áreas. Não basta ser mais um dentro da empresa, é preciso atuar como auxílio para as mais diferentes questões. Se antes o departamento entrava em contato com outros somente para falar sobre a seleção de profissionais, agora, mais do que nunca, deve caminhar lado a lado de todas as áreas. Assim é possível manter-se atualizado sobre os acontecimentos da empresa e tomar ações preditivas relacionadas ao capital humano da organização. Vale lembrar que uma área que trabalha com direcionamento de pessoas só conseguirá ser estratégica se estiver alinhada com os principais executivos da organização. Se a atuação neste sentido não for entendida e aplicada por esta camada, o setor não conseguirá atuar estrategicamente, pois sozinha não é possível obter todas as informações necessárias.

6. Postura consultiva, proativa e resiliente

É preciso movimentar-se! O departamento sempre teve fama de ser mais reativo do que proativo. É preciso buscar oportunidades, sair da cadeira para procurar situações que podem ser resolvidas e até mesmo aperfeiçoadas com o auxílio do time do DH. Ter jogo de cintura e inteligência emocional também são características fundamentais para conseguir lidar com o estratégico e o operacional ao mesmo tempo.

7. Operacional

Atividades operacionais, como a manutenção de banco de currículos, por exemplo, não podem ser deixadas de lado. É importante dar atenção aos processos rotineiros sempre. Neste caso, existem softwares, aplicativos e outras tecnologias que auxiliam na automatização destes processos mais operacionais. Procure manter-se atualizado sobre as ferramentas no mercado. Assim, você ainda dará atenção a estas tarefas, mas terá muito mais tempo para focar nas estratégias.

*Maria José Lopes é gerente de Recursos Humanos da Accesstage.