37% das empresas brasileiras permitem home office

Por Redação | 16 de Maio de 2016 às 19h15

Trânsito, transportes públicos lotados e um maior equilíbrio entre as vidas pessoal e profissional são motivos que, cada vez mais, afastam os trabalhadores de um dia-a-dia de trabalho convencional e os levam ao home office. Entretanto, os números dessa prática no Brasil ainda são bastante pequenos, com apenas 37% das empresas nacionais permitindo que seus funcionários trabalhem remotamente.

E, de acordo com uma pesquisa da SAP Consultoria RH, esse total se refere apenas às companhias que permitem esse tipo de conduta. O número de profissionais que efetivamente trabalham com esse regime, mesmo que apenas algumas vezes na semana, é de somente 7%, um total fortemente influenciado pelas pequenas empresas, que correspondem a 45% de todas que consideram a prática como possível em suas estruturas.

É um total que cresceu apenas 1% nos últimos dois anos. O conservadorismo e a necessidade de ter os funcionários sempre acompanhados de perto é o principal motivo para frear o crescimento dessa tendência, sendo citado por 43% dos entrevistados pela pesquisa. Em segundo lugar vem a segurança das informações, com 38% considerando que computadores e celulares pessoais, muitas vezes, não possuem o mesmo tipo de proteção que as estruturas internas.

Depois, com a mesma porcentagem de 38%, vêm os problemas legais relacionados a um trabalho não-presencial. Na sequência, com 36%, a dificuldade de se gerenciar atividades em um ambiente externo, principalmente com relação a distrações oriundas de terceiros ou equipamentos como televisão e outros. Por fim, problemas de infraestrutura completando as cinco maiores razões para resistência ao home office, com 29%.

O estudo da SAP Consultoria RH contou com a participação de 300 companhias de variados segmentos e tamanhos para entender, exatamente, por quais motivos o home office cresce tão devagar no Brasil.

Fonte: Total IP

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