Windows 10 não funciona com alguns sistemas de proteção de jogos

Por Redação | 18 de Agosto de 2015 às 12h53

Inicialmente, a Microsoft afirmou que tudo o que funciona desde o Windows 7 permanecerá ativo no Windows 10. Com o tempo e a chegada efetiva da nova versão do sistema operacional, porém, as coisas provaram não serem exatamente assim. Pelo menos, nesse caso, a mudança vem para o bem, já que, de acordo com a empresa, antigos e invasivos sistemas de DRM não são compatíveis com a plataforma.

A fabricante fala especificamente de dois deles, o SecuROM e o SafeDisc, ambos odiados pelos jogadores por seus métodos bastante criticados. O fim do funcionamento deles se dá devido a questões de segurança, já que, em ambos os casos, foram descobertas ameaças relacionadas a ele que motivaram atualizações tanto por parte da Microsoft quanto de seus próprios desenvolvedores. Ainda assim, o problema continua, e a ausência do suporte pode acabar afetando alguns títulos antigos.

Boa parte dos games que deixaram de funcionar como parte da mudança são da Electronic Arts, que em meados dos anos 2000, foi uma grande adepta de sistemas de DRM desse tipo. Quem quiser jogar o primeiro Mass Effect, Spore, The Sims 2 e Dragon Age, por exemplo, deve enfrentar problemas, além do clássico BioShock, da 2K, e a remasterização de Final Fantasy VII. O título da Square, inclusive, é o mais recente da lista, tendo sido lançado em 2012.

No caso do SecuROM, o imbróglio se dá devido à necessidade de verificação online do game. A cada execução, o título precisa se conectar a servidores online para que sua chave possa ser validada como original. Como dá para imaginar, problemas de conexão são constantes aqui, e muita gente, no lançamento de alguns títulos, se viu sem poder jogar devido à indisponibilidades desse tipo, o que levou até mesmo a uma ação de classe movida por jogadores contra a Electronic Arts.

Já o SafeDisc adota um método offline, mas igualmente invasivo, limitando o número de ativações possíveis a partir de um mesmo disco e relacionando a chave do usuário ao computador em que a instalação foi feita. Ou seja, mudanças profundas de hardware ou até mesmo a compra de um novo PC poderiam impedir o usuário de utilizar o título que ele havia comprado de maneira legítima, em outra proposta que também causou a ira de jogadores.

Felizmente, tais métodos não são mais usados pelas empresas – o que não necessariamente significa que melhores práticas tenham sido implementadas. Mas, ainda assim, trata-se do fim de um suporte que deve trazer poucos problemas para a maior parte dos usuários.

Fontes: Rock, Paper, Shotgun; Ars Technica