Ubisoft: novo Assassin's Creed pode não sair em 2017

Por Redação | 29 de Setembro de 2016 às 21h19

A Ubisoft não quer apressar as coisas. Essa é a ordem para o cofundador e CEO da publisher, Yves Guillemot, o que pode jogar para além de 2017 os próximos capítulos de Assassin's Creed e Far Cry, duas das maiores franquias de sucesso da companhia francesa.

Em uma entrevista dada à Gamespot esta semana, Guillemot explicou que o próximo título da saga Assassin's Creed tem o potencial de ser o maior já feito, tanto que ele não foi colocado na agenda 2016 da companhia. Por conta disso, a empresa resolveu fazer as coisas com calma.

“Isso foi possível porque temos outros games", afirmou o executivo, se baseando no fato que a agenda da empresa está recheada com novidades, como Steep e Watch Dogs 2, ainda previstos para 2016, e For Honor e South Park: The Fractured But Whole, previstos para o primeiro semestre do próximo ano.

Conforme o CEO da Ubisoft, o próximo Assassin's Creed tem tudo para revolucionar a marca. Vamos mudar nosso modelo para que tenhamos mais tempo para trazer uma melhor experiência. Ela (a franquia) voltará quando estiver pronta. Será quando sentirmos que temos algo", explicou Guillemot, sugerindo que talvez nem em 2017 ela chegue às lojas.

Isso representa uma grande mudança no perfil da produtora, que lançou títulos da série anualmente desde o lançamento de Assassin's Creed II em 2009, seguindo com Brotherhood (2010), Revelations (2011), Assassin's Creed III (2012), Black Flag (2013), Rogue e Unity (2014), fechando com Syndicate (2015).

Depois da recepção mista que Unity recebeu, o modelo de lançamentos anuais da série foi questionado pelos fãs e a Ubisoft resolveu rever suas práticas, focando na qualidade dos produtos da franquia. No passado, Guillemot divulgou a informação para acionistas da companhia, direcionando o plano para outras franquias como Just Dance.

Outra série que também terá um tratamento semelhante será Far Cry, cujo novo capítulo já está no início de produção, com um modelo semelhante ao que pode ser adotado com o novo Assassin's Creed, com estágio alpha um ano antes do lançamento.

“Estamos tentando chegar nesta prática. Não sei se posso falar isso, mas o objetivo é alpha um ano antes, com mais qualidade, melhor acabamento. Se isso significa parar tudo e não ter um jogo de Assassin's ou Far Cry, que se foda", disparou Guillemot.

Fonte: Digital Trends.

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