Sony libera sétimo núcleo da CPU do PS4 para dar mais poder aos desenvolvedores

Por Redação | 01.12.2015 às 08:50
photo_camera Divulgação

Assim como o Xbox One, o PlayStation 4 possui em sua arquitetura oito núcleos de processamento. No entanto, os desenvolvedores de jogos podem utilizar apenas seis deles, enquanto os dois restantes são destinados para o sistema operacional do aparelho. Agora, foi descoberto que a Sony desbloqueou um sétimo núcleo da CPU da máquina justamente para dar aos profissionais mais recursos na hora de trabalhar com games para o console.

A novidade não foi anunciada oficialmente pela companhia, mas é oficial, pois aparece nas últimas notas de atualização do kit de desenvolvimento do dispositivo. Fontes também afirmaram ao site Eurogamer que a fabricante japonesa liberou, de fato, mais poder do videogame, o que significa que títulos desenvolvidos a partir de agora poderão tirar vantagem disso e entregar uma performance mais estável. Jogos já existentes também podem se beneficiar dessa capacidade, desde que as produtoras lancem um patch que adicionaria suporte especificamente ao novo núcleo.

É importante destacar que mais processamento não significa uma mudança drástica, pelo menos inicialmente. Ainda não se sabe, por exemplo, se os desenvolvedores poderão tirar proveito parcial ou 100% do sétimo núcleo desde já. Um dos informantes declarou que a ferramenta de depuração e análise do PlayStation 4, chamada Razor, "divide no núcleo uma atividade entre o usuário e o sistema". Na prática, isso pode ser um indicativo de que o núcleo disponibilizado partilha sua capacidade de processamento entre o sistema operacional e o jogo em operação.

Para efeito de comparação, a Microsoft liberou no início deste ano um sétimo núcleo para o Xbox One, mas os desenvolvedores não puderam aproveitá-lo em sua totalidade. Comandos de voz, por exemplo, se limitaram a apenas 50% do que era previsto pelos profissionais. O caminho mais provável é que a Sony libere mais poder aos desenvolvedores conforme consiga otimizar o software e identificar com mais precisão quanto o sistema irá utilizar da CPU nas próximas atualizações da plataforma.

Fontes: Eurogamer, NeoGAF