Sony admite que experiência do Oculus Rift é melhor que a do PlayStation VR

Por Redação | 10.03.2016 às 10:29

Desde o anúncio do Rift, a Oculus vem batendo na tecla do quanto sua tecnologia de realidade virtual é potente e avançada. Porém, nem todo mundo vê essas características como algo positivo. É claro que a qualidade importa, mas ela tem seu preço, seja a necessidade de um PC bastante poderoso para aguentar a renderização de tudo isso ou no salgado preço de US$ 600 do aparelho. E o mais curioso é que a própria Sony concorda com isso.

Durante uma entrevista ao site Polygon, o vice-presidente executivo do PlayStation, Masayasu Ito, admitiu que o hardware da Oculus é realmente capaz de oferecer uma experiência de realidade virtual melhor do que o PlayStation VR. No entanto, isso parece estar longe de ser um problema para a japonesa. Segundo ele, a grande vantagem da Sony é que o acessório funciona com o PlayStation 4, o que permite pensar em algo para uso diário. Desse modo, para o executivo, os óculos precisam ser fáceis de usar e acessíveis.

De acordo com Ito, o foco da companhia é a pessoa que não tem um PC de ponta, deixando claro que a ideia é fazer com que o PlayStation VR seja mesmo um produto de massa — o que deve influenciar o seu preço. Assim, ser menos potente não significa necessariamente ser um produto ruim. Na verdade, essa estratégia faz com que o acessório seja mais barato e com um potencial maior de vendas. É algo que a própria Sony presenciou no mercado de consoles com o Wii, que tinha vendas absurdas, mesmo com seu hardware mais modesto que o PlayStation 3.

Playstation VR

Um dos pontos destacados como "pior" nos óculos da fabricante oriental é a menor resolução de tela e o campo de visão reduzido em relação à concorrência. Em compensação, a taxa de atualização é bem maior, podendo chegar a 120 Hz. E essas pequenas limitações são as armas da Sony para baratear seu produto. Ainda que o preço só seja revelado no próximo dia 15, a expectativa é que eles custem menos de US$ 600 — e isso é um fator fundamental no sucesso da tecnologia.

Outro detalhe curioso da entrevista com o vice-presidente executivo do PlayStation é que ele revelou que, durante a criação dos conceitos de como seriam os óculos, a Sony chegou a cogitar a possibilidade de usar o Vita como parte fundamental dessa experiência, de maneira muito semelhante ao que os smartphones já fazem. Contudo, a baixa resolução apresentada pelo portátil fez com que a empresa desistisse da ideia — isso sem falar do peso, é claro.

Via: Polygon