Sindicato processa EA pelo uso indevido de jogadores na série FIFA

Por Redação | 28 de Novembro de 2017 às 11h53

O Sindicato de Atletas de São Paulo (Sapesp) anunciou a abertura de um processo judicial contra a Electronic Arts pelo uso indevido de imagens de jogadores de futebol na série FIFA. A ação é relativa a diversas aparições de craques entre os anos de 2004 e 2017, tanto nos games da série principal quanto nas versões FIFA Manager, que colocam os usuários no posto de dirigentes de um time.

No total, são pedidos mais de R$ 50 milhões para ressarcir os atletas pelo que a entidade afirma serem mais de quatro mil aparições não autorizadas, muitas delas repetidas e espalhadas por diferentes iterações da franquia. A ideia da Sapesp é que cada jogador receba R$ 20 mil por danos morais, somado ao salário mensal que recebiam nos times em que atuavam no momento da aparição.

O advogado Leonardo Laporta, responsável pela ação, afirma que esse é o valor estimado que os profissionais deixaram de receber por não terem negociado esse direito diretamente com a Electronic Arts. Entretanto, não fazem parte do processo atletas que já haviam entrado na justiça individualmente contra a desenvolvedora, como Wellington Paulista (Chapecoense), Camilo (Internacional) e Vanderlei (Santos), que conseguiram receber valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Além disso, ele afirma que outras ações semelhantes já estão sendo preparadas por sindicatos de atletas de estados como Bahia, Goiás, Minas Gerais e Santa Catarina.

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A postura da EA em relação aos times brasileiros, normalmente, é confundida pelos jogadores como uma falta de atenção ao mercado nacional. Entretanto, ela tem mais a ver com a dificuldade de se obter o licenciamento de clubes e atletas por aqui, uma vez que essa negociação tem que ser feita individualmente com cada um deles, o que praticamente inviabiliza o processo.

Foi isso o que levou, por exemplo, a empresa a deixar os times nacionais de fora por muitos anos e, mais recentemente, fechar acordos apenas com as equipes em si, utilizando elencos genéricos para serem controlados. Entretanto, os atletas nacionais aparecem como cartas no modo FIFA Ultimate Team, bem como nas versões Manager, que nem mesmo são vendidas oficialmente no Brasil justamente por conta dos problemas legais.

No passado, a EA Sports já se pronunciou negativamente sobre a dificuldade de licenciar atletas por aqui devido à falta de centralização em uma única entidade. Agora, entretanto, ainda não falou sobre o processo pois ainda não foi notificada sobre ele.

Fonte: Globo Esporte

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