Russo viciado em Fallout 4 processa a Bethesda

Por Redação | 21 de Dezembro de 2015 às 16h31

A devastidão do mundo pós-apocalíptico de Fallout 4 parece ter extrapolado o mundo virtual e criado tentáculos perigosos na vida real. Mas não estamos falando de ataques nucleares que tornaram partes do mundo quase inabitáveis, e sim de jogadores viciados que não conseguem mais largar o título da Bethesda que vem arrebatando os corações (e o tempo) de críticos e de gamers em todo o mundo.

Mas o sucesso do jogo ganhou contornos bizarros na Rússia, onde um homem de 28 anos está processando a criadora de Fallout e pedindo uma indenização modesta de US$ 7 mil (cerca de R$ 28 mil de acordo com a conversão de hoje). O motivo: o vício em Fallout 4 está prejudicando a sua vida. Segundo o jovem, as sequentes faltas o fizeram perder o emprego, ele já não sai mais para ver os amigos e até mesmo a sua esposa não aguentou a bronca e o deixou. Até mesmo a sua saúde está comprometida após horas intermináveis de jogatina sem dormir ou se alimentar.

“Se eu soubesse que este jogo se tornaria tão viciante, eu teria ficado mais atento. Eu não o teria comprado ou então deixaria para fazer isso em um feriado ou na virada do ano”, informou o sujeito em um comunicado.

Um grande teste?

De acordo com o site de notícias russo RT, o processo vem sendo visto na Rússia como um grande teste. De acordo com a firma de advogados que representa o reclamante, eles querem “ver até onde podemos ir com este caso”. É a primeira vez que uma ação do gênero acontece no país euroasiático, mas um processo assim não é inédito no mundo dos games.

Em 2012, um havaiano ganhou uma ação contra a NCsoft por supostamente ter sido prejudicado pelo vício em Lineage II. O juiz que analisou o caso obrigou a produtora sul-coreana a pagar as custas judiciais que foram sendo acumuladas pelo jogador durante os seis meses seguintes ao início do imbróglio judicial.

Será que teremos um novo precedente? Ao que tudo indica, além de lutarem para quem os jogos eletrônicos sejam reconhecidos como arte, alguns gamers têm brigado também para que eles sejam reconhecidos como drogas de alto grau de vício.

Fonte: RT

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