Riot Games contrata diretora de diversidade para resolver problemas com sexismo

Por Se Hyeon Oh | 04 de Março de 2019 às 19h00

A Riot Games, desenvolvedora de League of Legends, contratou uma diretora de diversidade para ajudar a corrigir problemas em torno da sua cultura sexista e tóxica no local de trabalho, assim como foi relatado pela investigação do Kotaku em agosto passado ano passado. Agora, Angela Roseboro, que antes era chefe de diversidade e inclusão global do Dropbox, foi encarregada de criar programas de diversidade na Riot.

A empresa confirmou a contratação para o The Verge, mas não realizou nenhum comentário sobre a contratação de Roseboro. Ela, por sua vez, afirma estar ansiosa para começar a fazer a sua parte no novo local de trabalho para garantir “uma cultura que abrace a singularidade de cada Rioter”. A contratação ocorre meio ano após as primeiras respostas oferecidas pela empresa em relação às alegações, onde, por meio de um post no blog intitulado de "Nossos Primeiros Passos”, a liderança da empresa reconheceu as alegações de sexismo e das práticas de comportamentos impróprios no local de trabalho, além de se desculparem prometendo reinventar completamente a sua cultura e instituir novas políticas e ferramentas para combater o abuso.

Angela Roseboro (Foto: Reprodução)

Os planos da Riot para o futuro, descritos no post, ainda incluíam a expansão de sua equipe de diversidade para garantir que palavras como "jogador" não fossem utilizadas com conotações sexistas durante a contratação e em reuniões internas. Continuando, disseram que realizariam também contratação de consultores externos para auditarem as práticas da empresa, além da criação de uma linha direta de denúncia anônima e ampliação do treinamento de pessoal. Uma das etapas desse plano também incluía a busca por um diretor de diversidade. A Riot atualizou o post no mês passado dizendo que entrevistou 1.700 funcionários para descobrir quais os próximos passos que a empresa deveria realizar.

Ainda assim, as consequências das más práticas da empresa foram severas. Em novembro passado, uma funcionária da Riot, em conjunto com uma outra ex-funcionária, processaram a companhia por discriminação de gênero, assédio sexual e desigualdade salarial.

Fonte: The Verge

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