Polêmica de Watch Dogs fez Ubisoft rever sua política de marketing

Por Redação | 06 de Julho de 2015 às 18h39
photo_camera Divulgação

Além de grandes jogos, anúncios de novas franquias e a apresentação poderosa de sempre, a Ubisoft levou uma mudança de postura como uma de suas novidades para a E3 2015. A ideia, segundo a empresa, é mudar, de agora em diante, a forma como os games que ainda não foram lançados são propagandeados ao público, de forma que o marketing reflita exatamente aquilo que será oferecido quando o jogo estiver nas prateleiras.

O principal responsável por essa mudança, de acordo com o CEO da empresa, Yves Guillemot, foi Watch Dogs. O título, que chegou em maio do ano passado, foi alardeado como uma das principais propostas inéditas da Ubisoft. Ao mesmo tempo, decepcionou os jogadores por apresentar uma qualidade duvidosa e, acima de tudo, gráficos abaixo do esperado, como faziam acreditar as imagens de divulgação.

As diferenças são claras e podem ser percebidas no vídeo acima. Na época, a explicação dada pela desenvolvedora para essa diferença foi a chegada das novas plataformas, ainda muito recentes e com produtores que ainda estavam aprendendo a lidar com elas. Além disso, Watch Dogs teve sua exata mesma versão lançada também para Xbox 360 e PS3, o que exigiu que os responsáveis pelo game “segurassem a onda”, principalmente em quesitos visuais.

Agora, a forma de divulgar as coisas mudou e, segundo Guillemot, todas as imagens vistas na E3 2015 estavam rodando, de forma efetiva, nos consoles em que os jogos estarão disponíveis. Assim, afirma ele, os jogadores podem observar exatamente como tudo vai funcionar e fazer a compra (ou não) baseando-se em solidez.

Por outro lado, o executivo admitiu que um pouco mais de trabalho poderia ter mudado a situação. Para ele, Watch Dogs é um bom jogo e um representante de peso para a mais nova franquia da Ubisoft. Por outro lado, o multiplayer integrado, a conexão com dispositivos móveis e o tamanho absurdo do mundo acabaram desviando o foco daquilo que realmente importava, acabando por gerar uma ideia errada nos jogadores. “Talvez [o jogo] fosse um pouco grande demais para um primeiro episódio”, conclui.

De agora em diante, tudo muda. Os comentários de Guillemot não incluem a possibilidade de uma sequência de Watch Dogs. O jogo ainda não foi confirmado, mas já é dado praticamente como certo levando em conta as mais de sete milhões de cópias vendidas em todo o mundo e o fato de que o game se tornou importante o bastante não apenas para figurar como uma das maiores marcas da Ubisoft, mas também a ponto de mudar suas políticas de divulgação.

Fonte: The Guardian

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