Pokémon GO está mudando os hábitos e expandindo negócios na Ásia

Por Redação | 23 de Agosto de 2016 às 09h31
photo_camera Reuters/Tyrone Siu

Desde seu lançamento, o jogo de realidade aumentada

Pokémon GO

, produzido pela Niantic em parceria com a Nintendo, tem feito um grande barulho e agitado a economia. O jogo vem alterando inclusive os hábitos de muitas pessoas. Na Ásia, alguns fãs estão empenhados em encontrar o melhor serviço de telefonia e equipamento por conta da recorrente queda de sinal enquanto estão jogando.

Michamad Syaifudin, bancário de 29 anos, mora na Indonésia e disse que mudou de operadora de celular porque procurava melhores pacotes de dados. Syaifudin disse que seus amigos, por causa do jogo, compraram novos modems, custando US$ 20 cada, para usar na caçada.

O bancário e seus amigos vivem na província de Central Java, um local famoso por seus campos e montanhas, e seu maior passatempo era jogos de estratégia no interior de sua casa. Isso mudou com a chegada de Pokémon GO. "Podemos usar os modems para jogar, especialmente em locais onde o sinal é difícil de encontrar", disse ele. Syaifudin e seus amigos agora se aventuram na busca pelos monstrinhos em templos e outros locais onde as pessoas geralmente se reúnem.

E já que estamos falando em modems, essa mudança de hábito vem sendo comemorada por empresas de telecom, como é o caso da Smartfren Telecom. Segundo relatos, a operadora asiática registrou crescimento nas vendas de modems 4G de 500% em apenas dois meses. De olho na oportunidade, o vice-presidente de marca e comunicação da empresa, Derick Surya, afirmou que a operadora lançou novos modelos de modems com maior capacidade de bateria.

Aqui no Brasil, muitas pessoas procuram Pokémon dentro dos ônibus e metrôs e algo bem parecido acontece em Hong Kong. Lá, as pessoas usam os bondes para preencher a Pokédex. No entanto, em países como Camboja, Laos e Vietnã, que foram palco de guerra, é preciso ter um pouco mais de cautela. O Departamento de Estado dos EUA tuitou alertando para o perigo de ainda existirem nos países minas terrestres que não foram detonadas.

Fonte: Reuters

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