Pesquisa mostra como os videogames podem ajudar a desenvolver sua atenção

Por Redação | 26 de Junho de 2017 às 11h01

Sabe aquelas pesquisas que vêm para confirmar algo que todo mundo já sabe? Pois uma universidade espanhola reuniu e analisou uma série de estudos para ratificar aquilo que todo gamer já tinha certeza: de que os videogames são realmente capazes de trazer diversos benefícios em termos de atenção e habilidades para quem joga.

Em um deles, por exemplo, ficou evidenciado que os jogadores têm um nível de atenção muito maior do que a maioria das pessoas. Segundo a pesquisa feita pela Universidade Oberta da Catalunha, os gamers apresentaram uma melhora considerável em diferentes tipos de atenção, seja ela permanente — ou seja, em uma única coisa e por um período maior de tempo — ou aquela atenção seletiva, ou seja, em apenas uma única parte do todo.

Embora um tanto quanto óbvia para quem está sempre com um controle na mão, essa constatação ajuda a quebrar vários mitos em relação a um suposto malefício causado pelos jogos. Afinal, quem nunca ouviu dizer que videogames estragam a cabeça da pessoa ou que uma criança vai mal na escola por causa de um jogo? O que cientistas estão dizendo é exatamente o contrário.

De acordo com Marc Palaus, responsável pelo estudo, o simples ato de jogar aumenta o tamanho e a eficiência de regiões do cérebro relacionadas a habilidades espaciais. Isso significa que a pessoa que joga consegue ter uma melhor percepção entre a relação de objetos e espaços. Sabe aquele brinquedo em que a criança precisa encaixar círculos, quadrados e estrelas nos espaços corretos? Pois os games conseguem estimular essa mesma percepção em um nível bem mais avançado.

Isso tudo faz com que as regiões cerebrais relacionadas à parte de atenção acabem sendo bem mais eficientes, exigindo menos energia na hora de serem ativadas. Isso significa que lidar com tarefas ou simplesmente se concentrar em algo específico passa a ser algo natural e feito sem grande esforço. Para pessoas sem esse estímulo, essas ações acabam sendo um pouco mais complexas.

Os resultados desses estudos foram publicados no periódico Frontiers in Human Neuroscience. Para isso, a equipe espanhola reuniu e analisou nada menos do que 122 outras pesquisas para cruzar dados e chegar a uma conclusão definitiva. Desse total, 22 eram focados especificamente nas mudanças estruturais do cérebro causadas pelos videogames e os outros 100 em funcionalidade e comportamento.

Ao mesmo tempo, o estudo não desconsiderou os problemas que jogar pode trazer. Isso inclui tendências a obesidade e problemas de visão, além de alguns transtornos emocionais — o que inclui o vício. Como aponta Palaus, isso apenas deixa claro que os videogames podem ter tantos aspectos positivos quanto negativos e que isso é essencial para que possamos compreender a complexidade desse meio.

Via: Gadgets Now

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