Os 7 jogos mais decepcionantes de 2015

Por Durval Ramos | 16 de Dezembro de 2015 às 11h38

Este foi um excelente ano para os jogadores. Games como The Witcher 3, Bloodborne e Metal Gear Solid V conquistaram os consoles e os corações dos fãs, garantindo algumas boas dezenas de horas de jogatina, exploração e desafios. Isso sem falar de títulos menores que, sem muito barulho, chegaram e pegaram todo mundo de surpresa. Independentemente do seu gênero favorito, teve jogo para todo mundo.

Mas também teve muita coisa ruim, incluindo alguns título que prometiam ser grandes revoluções ou sequências muito aguardadas de séries conceituadas e que, quando chegaram às prateleiras, foram enormes decepções. Tanto que a gente mal consegue se lembrar dessas bombas, já que nosso cérebro tenta nos proteger da memória do dinheiro desperdiçado. Acontece que nós estamos aqui não apenas para remexer no lixo das recordações, mas também para alertar os desavisados a não caírem nessa armadilha.

Assim, elencamos aqueles jogos que foram os responsáveis pelas maiores frustrações de 2015. Não se trata apenas de ser ruim — tiveram muitos que se encaixaram nessa categoria —, mas de prometer muito e entregar pouco ou quase nada. E, acredite, também não foram poucos os que conseguiram realizar essa proeza.

The Order: 1886

Se a gente fosse dar um nome ao prêmio de decepção do ano, ele certamente se chamaria Troféu The Order e a medalha seria na forma de um bigode. Afinal, nenhum jogo conseguiu ser mais frustrante do que o exclusivo do PS4. Anunciado cheio de pompa e com muitas promessas de levar o console ao seu limite, o máximo de repercussão que The Order: 1886 conseguiu foi a partir das reclamações dos jogadores diante do que foi apresentado.

The Order: 1886

Desenvolvido pela Ready at Dawn, o game até consegue cumprir seu papel estético. Visualmente, ele é realmente tudo aquilo que nos foi mostrado por mais de um ano. No entanto, as qualidades param por aí. Toda a experiência centrada no clima cinematográfico é apenas estético e o jogo se revela uma das coisas mais rasas que vimos nesta nova geração. Mesmo com uma ambientação bastante promissora, a história dos cavaleiros imortais se engasgou com o próprio bigode por conta de sua linearidade, falta de variação e pela própria duração pífia.

No fim das contas, o que deveria ser um dos exclusivos mais diferentes do ano foi apenas a maior vergonha de 2015. O mais curioso dessa história é que a Sony tinha planos de fazer de The Order uma franquia, mas é bem difícil que vejamos o jogo em um futuro tão próximo assim.

Batman: Arkham Knight

Calma, a gente concorda que o novo Batman é realmente um excelente jogo — mas somente nos consoles. O capítulo final da trilogia da Rocksteady para o Homem-Morcego deu início também a uma enorme novela nos PCs que fez Arkham Knight não ser somente uma das maiores frustrações de 2015, mas também um dos maiores fiascos do ano. Afinal, o que dizer de um jogo que simplesmente não funciona?

Batman Arkham Knight

Tudo começou quando o título chegou ao Steam em junho, mas logo foi retirado do ar por conta dos infinitos problemas que fizeram dele algo injogável. Depois de meses de espera por uma correção, a Warner trouxe uma atualização que não arrumou nada e apenas adicionou DLC a um game que ninguém conseguia acessar. A coisa ficou tão insustentável que muita gente simplesmente desistiu de conferir a aventura.

Assim, o ano de 2015 também ficou marcado por esse estranho episódio em que uma produtora conseguiu destruir um excelente jogo a partir de uma enorme sucessão de erros e deslizes. Parabéns a todos os envolvidos.

Tony Hawk's Pro Skater 5

Quando a Activision anunciou que um novo Tony Hawk estava há caminho, todo mundo comemorou. A série inspirada no skatista tem um lugar especial na memória de muita gente e a falta de um game do gênero encheu os corações de esperança. No entanto, bastou uma única imagem para que todo mundo esperasse pelo pior. E, ainda assim, todo mundo saiu decepcionado, porque o jogo conseguiu ser pior do que até os mais pessimistas imaginavam.

Tony Hawk's Pro Skater 5 tinha tudo para ser um bom recomeço para a série, mas falhou em tudo o que se propôs a ser. E ele ainda consegue ser muito feio e ainda falhar miseravelmente em uma série de outros pontos técnicos. Tanto que, já no dia de lançamento, os jogadores fizeram uma coletânea enorme de bugs e outras bizarrices encontradas.

Evolve

Lembra-se de Evolve? Pois é, o jogo tinha bastante potencial, foi vendido como algo único e diferente de tudo aquilo que vimos um game multiplayer, mas não levou mais do que algumas semanas para ser esquecido por todo mundo. E as razões para isso são bem simples: o título não era nada inovador como a desenvolvedora prometia e logo surgiram propostas bem mais interessantes.

Evolve

A ideia de partidas multiplayer assimétricas de quatro contra um é mesmo muito boa, não há como negar. Quatro jogadores lado a lado contra um monstro controlado por outra pessoa tem muito potencial — ainda mais quando os idealizadores do projeto foram os responsáveis pelo excelente Left 4 Dead —, mas a execução não foi nada além de mediana e toda a promessa deu lugar a um amontoado de poeira na sua coleção.

Dying Light

Esse é outro jogo que caiu no mesmo problema de Evolve. Dying Light chegou com uma proposta bem ousada de misturar zumbis com parkour em um mundo em que você precisa muito mais correr e sobreviver do que acabar com os mortos-vivos. Era a oportunidade ideal de alguém fazer algo diferente e renovar um gênero que já estava mais do que batido. Mas não foi o que aconteceu.

Dying Light

Apesar das boas ideias, Dying Light se tornou apenas mais um game de zumbi. A diferença é que você pula e bate neles com um pedaço de madeira, mas nada muito diferente do que a própria Techland já tinha feito antes com Dead Island. Aliás, o estúdio conseguiu enganar os jogadores mais uma vez com seus ótimos trailers e resultado final mediano.

Battlefield Hardline

Diante do sucesso de Star Wars: Battlefront, muita gente até esqueceu que Battlefield Hardline saiu neste ano. Essa falha de memória não é por acaso, já que a decepção em torno do game foi enorme. E não apenas pela terrível decisão da Electronic Arts de chamar o cantor Roger para dublar o protagonista em um dos piores trabalhos de localização de um jogo, mas porque o game em si é bem fraco e abaixo daquilo que a série costuma trazer.

A proposta de levar os conflitos de Battlefield para ambientes mais urbanos ao invés de um campo de batalha clássico foi uma excelente sacada. No entanto, parece que a ideia de renovar o estilo parou por aí e, no fim das contas, a impressão que ficou é que Battlefield funciona muito mais tratando de guerras do que querendo falar sobre violência nas grandes cidades e coisa do tipo.

Mortal Kombat X

Outro jogo que chegou aqui com uma dublagem de doer os ouvidos, Mortal Kombat X decepcionou por uma série de motivos. Em termos de mecânica, ele não chega a ser ruim e mantém muito bem os acertos vistos no game anterior. Porém, tropeça em uma série de tentativas frustradas de fazer com que a série evolua. Afinal, de quem foi a ideia de trazer os filhos dos heróis? Estamos de volta nos anos 80?

É claro que essa não é a única razão para o novo Mortal Kombat X estar aqui, mas os reflexos dessa decisão, sim. Ao colocar uma nova geração de heróis inspirados nos antigos, temos apenas uma variação genérica daquilo que já conhecemos, o que faz com que o game se transforme em algo pouco interessante. Aliada a isso, temos uma história bem fraca e a polêmica escolha da cantora Pitty para dublar a protagonista Cassie Cage em um dos momentos mais vergonhosos do ano.

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.