Nos EUA, dois terços dos gamers já sofreram algum tipo de abuso ou preconceito

Por Felipe Demartini | 25 de Julho de 2019 às 12h13

Uma pesquisa da Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês) lançou uma nova luz sobre um assunto que todos, de certa forma, já conhecemos, mas talvez não com tamanha extensão. De acordo com os novos dados divulgados pela organização, dois terços dos gamers dos EUA já sofreram algum tipo de abuso durante a jogatina online, sendo que mais da metade deles afirmou ter sido vítima de preconceito.

Na maioria dos casos, as ofensas vieram direcionadas à raça, etnia, orientação sexual, religião ou gênero, além de suas habilidades no próprio jogo online. São números que apontam uma piora cada vez maior no ambiente online, na medida em que crescem os casos de exposição a material violento ou ilegal — quase 25% dos respondentes afirmaram terem tido contato com ideologias de supremacia branca ou terem sido atacados diretamente por integrantes de organização desta categoria.

Os ataques também podem ir além e, em 30% dos casos, envolvem a exposição de dados pessoais na internet. O doxing, como é chamado, envolve pesquisas online e acesso a sistemas privados em busca de informações de localização, números de telefone e outros elementos que podem transportar o abuso do mundo digital para o real.

Os resultados assustaram a ADL, que evidenciou a comparação com uma pesquisa semelhante, realizada no começo do ano. Na ocasião, 37% dos norte-americanos afirmaram terem sido vítimas do que o levantamento chama de “abuso severo”, um número que quase dobrou no espaço de alguns meses, chegando a 65% nesta nova edição do estudo.

Os resultados também estão alinhados com os de outras pesquisas, que são até mesmo mais abrangentes do que esta, que envolveu mil respondentes em um ambiente online. De acordo com o Pew Research Center, 41% dos adultos gamers já foram vítimas de assédio online, enquanto 73% afirmaram já terem observado comportamento desse tipo durante partidas online, mas direcionado a outras pessoas.

Na maioria dos casos, são xingamentos relacionados à habilidade dos usuários nas partidas. Os números, entretanto, mostram que os homens recebem mais ameaças de violência física, enquanto as mulheres são assediadas e perseguidas internet afora, recebendo imagens explícitas ou mensagens de cunho sexual.

Fonte: Engadget

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