Nintendo Switch tem clocks de CPU e GPU vazados

Por Sérgio Oliveira | 20 de Dezembro de 2016 às 13h10
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Aos poucos vão surgindo informações mais apuradas sobre as especificações técnicas do Nintendo Switch. Na semana passada, por exemplo, um rumor deu conta de que o híbrido da Big N teria especificações mais modestas que as do PlayStation 4, um fato que foi reforçado pelo pessoal da Eurogamer nesta segunda-feira (19).

Os primeiros boatos davam conta que o grande responsável por isso seria o chip Tegra X1 da Nvidia que a Nintendo optou por usar no Switch. Ao invés de trazer consigo a nova e mais poderosa arquitetura Pascal, o chip viria com a quase datada Maxwell, que limitaria seu poder de processamento. Informações obtidas pelo referido portal junto a fontes com conhecimento de causa dão conta que a situação é pior do que o mais entusiasmado fã da Nintendo poderia imaginar.

Elas confirmaram que o Switch empregará não só um Tegra X1 com arquitetura Maxwell como também ele será uma versão "capada" do chip. Mais especificamente, estamos falando de uma CPU rodando a 1.020 MHz, clock 50% inferior à velocidade máxima do Tegra X1, e uma GPU rodando a 768 MHz quando o console está conectado à doca. Longe dela, a velocidade da GPU cai 40%, para apenas 307 MHz. O clock da memória do console também é reduzido quando ele está operando no "modo tablet", passando de 1.600 MHz para 1.331 MHz.

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São números que realmente colocam o Switch abaixo do PlayStation 4 e do Xbox One e podem preocupar alguns jogadores. O pessoal do Extreme Tech, contudo, pondera todo o alarde. De acordo com eles, caso os clocks estejam corretos, eles mostram que a Nintendo optou por ser cautelosa ao "travar" a velocidade da CPU em 1.020 MHz. É uma medida que visa garantir a performance do aparelho tanto quando ele está ligado à doca quanto quando está sendo usando como portátil e evitar que haja queda de framerate e qualidade gráfica como um todo.

Outro ponto que merece destaque é que documentos enviados a desenvolvedores dizem que eles também podem optar por "travar" a velocidade da GPU em 307 MHz a fim de garantir o mesmo desempenho tanto com o Switch ligado à TV quanto no modo portátil. Ou seja, é como se os desenvolvedores pudessem determinar qual a combinação de configuração do Switch que melhor atenderá às necessidades de seu jogo.

Independentemente disso, uma coisa é bastante clara: não vai ser dessa vez que a Nintendo mudará seu foco e passará a cortejar desenvolvedores terceiros, que provavelmente continuarão produzindo mais para o PS4 e para o Xbox One, ainda mais agora que os gráficos 4K chegaram ao PS4 Pro e estão quase aí no Project Scorpio. Em outras palavras, são gigantescas as chances de a Big N continuar apostando em suas franquias e na diversão delas como diferencial para continuar relevante no mercado.

É uma fórmula que para muita gente já vem demonstrando sinais de desgaste há algum tempo e que pode manter a empresa na mesma situação em que se enfiou com o Wii U. Mas isso é algo que só poderemos ter certeza quando o Switch for lançado oficialmente em março de 2017. Até lá, muitos outros boatos devem surgir por aí. Estamos de olho.

Fonte: Eurogamer, Extreme Tech

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