Nintendo adia planos de lançar consoles exclusivos para mercados emergentes

Por Redação | 12 de Maio de 2015 às 09h33
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Empenhada em expandir seus negócios para o campo da saúde e dos dispositivos móveis, a Nintendo decidiu adiar outras estratégias anunciadas no ano passado. Uma delas pode afetar novamente o mercado brasileiro, uma vez que a companhia desistiu de lançar consoles voltados para países emergentes, o que, teoricamente, incluiria o Brasil.

De acordo com Satoru Iwata, presidente da empresa, a ideia de distribuir aparelhos específicos para nações em desenvolvimento ainda está em discussão, mas a prioridade agora é focar nos títulos para tablets e smartphones que começam a ser lançados a partir do final de 2015. Inclusive, o próprio Iwata afirma que a disponibilização de games mobile em países emergentes pode servir como um bom termômetro para saber se vale ou não a pena colocar a venda consoles mais simples nesses locais.

"Lançar um novo console em um mercado emergente e arriscar falhar não é algo que os investidores [da Nintendo] aceitariam agora", explica Yasuaki Kogure, chefe de investimentos da SBI Asset Management Co., empresa japonesa especializada no setor financeiro. "Os dispositivos móveis não apenas oferecem uma plataforma que já existe nos países em desenvolvimento, mas também são uma forma de baixo custo para testar esses mercados".

Há cerca de um ano, quando anunciou a intenção de lançar aparelhos específicos para mercados emergentes, a Nintendo disse que o objetivo era ter um plano de negócios completamente dedicado a esses territórios. Neste caso, a questão não seria apenas criar versões mais compactas de consoles já existentes, mas sim produtos com design e preços bem mais acessíveis. Um exemplo é o Wii Mini, um modelo menor do Wii comum e com funções bem mais modestas que foi lançado com exclusividade no Canadá.

Segundo Iwata, mais informações sobre os planos da Nintendo para mercados emergentes serão reveladas no final deste ano, em um relatório contendo as estratégias de negócios da companhia para 2016.

Na China

Além do adiamento dos consoles para países em desenvolvimento, a Nintendo teria cancelado o lançamento de videogames na China que, após 14 anos de proibição, liberou no ano passado a entrada de aparelhos dessa categoria em seu território. De acordo com o tradicional jornal japonês Nihon Keizai Shimbun, a justificativa da Big N seria a mesma dada ao atraso dos videogames nos países emergentes, ou seja, de que o foco da empresa agora está no mobile.

Oficialmente, a Nintendo não confirma seus planos para o mercado chinês, nem se essa suposta decisão de se retirar da indústria local irá afetar todos os seus consoles ou apenas os atuais (3DS e Wii U).

A China baniu consoles de videogame em 2000 sob a acusação de que as plataformas causam má influência nos jovens e afetam a saúde mental deles. Os únicos aparelhos permitidos são aqueles fabricados dentro do próprio país, que também são submetidos a testes dos departamentos culturais. Hoje, o PlayStation 4 e PlayStation Vita, da Sony, e o Xbox One, da Microsoft, já estão à venda no mercado chinês.

Fontes: Bloomberg Business, MCV, Übergizmo

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