Niantic é processada por "invasão" de propriedade

Por Redação | 04.08.2016 às 19:40

Misturar o mundo real com o virtual pode não acabar muito bem: a Niantic está sendo acusada de "invasão" de propriedade por causa da febre de seu mais recente game, Pokémon GO. O processo foi iniciado por um americano que se incomodou com pessoas querendo entrar na sua casa para acessar uma Pokéstop e um ginásio do jogo.

O responsável pela ação alegou que estranhos ficaram rondando sua casa, além de cinco que chegaram a tocar a campainha para tentar entrar. Como não há uma invasão de propriedade propriamente dita, a queixa especifica a acusação de que os criadores demonstram negligência em prever as consequências de colocar as criaturas em propriedades particulares sem consultar os donos.

É possível ver que a situação pode ser incômoda para quem não está na onda do jogo. É como viver constantemente aquelas famosas cenas de filmes em que crianças pedem por doces ou travessuras no Halloween.

Entrar com uma ação, entretanto, parece um pouco radical, mas talvez uma única maneira de conseguir atenção suficiente dos responsáveis para se ver livre dessa situação.

Por mais divertido que o jogo possa ser, a pressa em lançá-lo pode de fato ter feito com que alguns detalhes passassem despercebidos. Muitos pontos turísticos abrigam criaturas do jogo, mas em alguns casos faltou tato e sensibilidade por parte dos desenvolvedores, como o Memorial de Hiroshima, Museu do Holocausto nos Estados Unidos e o museu do campo de concentração de Auschwitz, que tiveram de banir o jogo por estar causando desconforto aos visitantes.

Fonte BBC