Movimento reúne jogos indies brasileiros para chamar atenção da Nintendo

Por Felipe Demartini | 16 de Julho de 2019 às 10h42

Que forma melhor de chamar a atenção de uma empresa de jogos para o nosso país do que exibir o que há de melhor na indústria nacional de games? Esse é um dos alicerces do projeto Queremos Nintendo, que reúne criadores de conteúdo, produtores independentes e a imprensa em uma iniciativa para mostrar a força do nosso mercado com o intuito de fazer com que a “Big N” volte a ter presença oficial por aqui.

O projeto que reúne abaixo-assinado e mobilização online terá o seu apogeu nesta terça-feira (16), quando os organizadores realizam o Direct Brasil Independente. Na apresentação, que simula o reconhecido estilo da Nintendo, mas é realizada sem o apoio oficial dela, serão feitos anúncios sobre títulos nacionais e demonstrações de propostas já disponíveis no Switch, mostrando que tanto a comunidade quanto os produtores estão mais do que dispostos a investirem no console e lançarem seus títulos para ele.

Entre as produtoras que já confirmaram presença no evento estão a JoyMasher, do recém-lançado Blazing Chrome; Aquiris, responsável por Horizon Chase Turbo; Behold, de Chroma Squad e Knights of Pen & Paper; e a Cat Niguiri, que criou Necrosphere. E essa é só uma amostra do que está por vir, já que, no total, quase 20 empresas apresentarão novidades, seus principais títulos ou, simplesmente, cederam material para mostrar como trabalham com o Nintendo Switch.

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Enquanto isso, nas redes sociais, hashtags como #QueremosNintendo e #NindiesBR chamam a atenção para a iniciativa, utilizando muitas das ferramentas que a própria “Big N” utiliza para divulgar sua marca. A petição online, que será entregue diretamente à empresa após o fim dos esforços, já acumulava mais de 38 mil assinaturas no momento de publicação desta reportagem.

Para os organizadores do Queremos Nintendo, uma maior presença da companhia em nosso país implica não apenas em consoles e jogos lançados oficialmente no Brasil, mas também em mais títulos localizados para o português. Além disso, para os desenvolvedores, os kits de desenvolvimento também se tornam mais fáceis de se conseguir e baratos, além de a comunicação ser muito mais direta para a realização de parcerias, eventos especiais e outras iniciativas.

Oficialmente, a Nintendo deixou o Brasil em 2015, interrompendo a importação de jogos e consoles ainda no final da era do Wii U e 3DS. Entretanto, com o sucesso do Switch, a fabricante voltou a se aproximar de nosso país, mesmo que ainda sem uma representação oficial, mas por meio de trabalhos que envolvem uma loja digital dedicada e em português ou a venda de games em cartões nos caixas de estabelecimentos como supermercados e grandes varejistas físicos.

Os organizadores do movimento sabem que a Nintendo está de olho, e a presença discreta e focada nos negócios em eventos como a Brasil Game Show e o BIG Festival são prova disso. A ideia, agora, é criar uma grande vitrine do interesse de nossos conterrâneos nos consoles e propostas da marca para que ela volte a ter o mesmo carinho de antes com a gente.

Como dito, o Direct Brasil Independente acontece nesta terça-feira, 16 de julho, a partir das 20h. A apresentação de cerca de 20 minutos reúne alguns dos principais títulos da indústria nacional e também acompanha um abaixo-assinado, cuja adesão pode ser feita pelos jogadores a partir do site oficial do movimento Queremos Nintendo.

Fonte: Queremos Nintendo

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