Mercado de games vira negócio para acompanhantes na China

Por Redação | 27.04.2015 às 08:54

O mercado de games cresce como nunca nos países da Ásia e, na China, se tornou um negócio lucrativo não apenas para desenvolvedores e publicadores, mas também para acompanhantes. No país, começa a surgir uma nova categoria do serviço que não envolve nenhum tipo de contato físico ou sexual, mas sim apoio, companhia e parceria durante as longas horas de MOBAs ou MMORPGs.

Com preços que variam de Y 20 a Y 100, algo entre R$ 10 e R$ 45, jovens estariam oferecendo os mais variados tipos de serviço tanto presencialmente quanto online. Em alguns casos, por exemplo, os clientes querem apenas uma companhia feminina ao seu lado enquanto jogam em cyber cafés. Em outros, aquelas que também são fãs dos games em questão podem participar das partidas, compartilhar o controle ou até mesmo ajudar os usuários, ensinando-os a jogar ou aprimorando suas técnicas.

É um negócio que já existe há algum tempo não apenas na China, mas também no Japão e Coreia do Sul. Nestes países, não é raro ver serviços de acompanhantes e bordéis abrindo as portas ao lado de cafés e centros de jogo badalados como forma de fisgar as eventuais almas solitárias que aparecem por ali. A diferença é que, agora, esse nicho de mercado está se expandindo rapidamente e chegando aos jovens que não desejam favores sexuais.

É nesse ensejo que estudantes, funcionárias de escritórios e trabalhadoras dos mais diversos segmentos estariam prosperando e obtendo uma renda extra significativa. De acordo com um representante desse “setor”, quanto mais doce a aparência e a voz da acompanhante, maior o pagamento e a chance de que ela se torne uma preferida dos clientes, normalmente gente com maior poder aquisitivo e que passa longe da pobreza de uma grande parcela da população chinesa.

Gaming escorts

Em alguns casos, as jovens chegam a ganhar mais de US$ 1,3 mil por mês, ou quase R$ 4 mil, o que é uma renda bastante significativa em um país como a China. Elas precisam de agências para realizar o trabalho e as tais empresas costumam reter de 5% a 10% dessa renda. Ainda assim, parece ser um belo negócio que começa a prosperar em um país que, sozinho, tem quase tantos gamers quanto o restante do mundo.

Já quem tem conhecimento avançado sobre alguns dos principais games do momento pode receber ainda mais. As “gamecasters”, como são chamadas, não apenas servem como companhia e suporte, mas também ajudam os jogadores com dicas e parcerias online. Todo mundo quer entrar nesse mundo e, para os usuários, nada melhor do que uma moça bonita para levá-los pela mão.

Aqui, de acordo com reportagens da imprensa local, há até mulheres que ganharam competições de e-sports e são nomes prestigiados do mercado muitas vezes trabalhando no anonimato. Os salários são altos e podem ultrapassar a marca de US$ 1 milhão, algo que parece ser um sonho para muita gente.

Serviço de fachada?

A falta de regulamentação, porém, vem espantando muita gente do recém-nascido segmento e isso acontece em ambos os lados. Na China, por exemplo, a prostituição é ilegal, mas como o serviço de “acompanhante gamer” não envolve sexo, isso nem deveria ser uma questão. Mesmo assim, muitos clientes das moças acabam insistindo para que elas os encontrem fora do jogo, gerando um assédio que acaba as afastando.

Ou, então, a própria ideia de que o trabalho possa ser uma fachada para isso acaba tendo o mesmo efeito. Aproveitando-se disso, agenciadores e empresas de pouca índole investem na junção de games e sexo justamente como um diferencial. Como dá para imaginar, muitas não entregam aquilo que prometem e acabam sendo focos de fraude, com clientes tendo seus dados roubados ou sendo fisicamente assaltados ou agredidos.

Por enquanto, não existe nenhum tipo de posicionamento governamental sobre o caso e, mesmo com tais problemas, o negócio parece estar prosperando.

Fontes: Want China Times, Business Insider