Canaltech Awards: os melhores games lançados em 2017

Por Sérgio Oliveira | 11 de Dezembro de 2017 às 15h40

O fim do ano chegou e isso significa que é hora de fazer retrospectivas e listas dos "mais qualquer coisa" do ano. Como este ano foi recheado de games aqui no Canaltech, resolvemos reunir a redação numa mesa de boteco e conversar sobre os melhores games lançados em 2017. E olha, saiu bastante coisa interessante.

A "seleção", se é que podemos chamar assim, foi feita da seguinte forma: cada membro da equipe teve direito a fazer uma lista com seus três jogos favoritos do ano, não importando a plataforma. O ranking de cada um você confere logo a seguir.

Ares Saturno

Madness at Hobbsgate tem visual bem simples e lembra muito os RPGs de texto que rodavam no DOS, com um pouco do point-and-click e muitos desafios lógicos e enigmas para serem decifrados. Toda a jogabilidade é baseada em nove comandos básicos e o jogo busca explorar o horror sem mecanismos fáceis como os jumpscares, barulhos estridentes surpresa ou personagens que aparecem subitamente. Por ser inspirado em uma obra de H.P. Lovecraft, Madness at Hobbsgate vai aumentando a tensão do jogador ao longo da obra, chegando a um ponto em que a temática da incerteza sobre a própria sanidade aparece. Tudo sem gritaria, sem portas que se fecham, sem sequer uma imagem. Apenas texto. Por isso ele fica com a medalha de bronze.

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A segunda colocação fica com Cuphead, afinal não dá para dos melhores jogos de 2017 sem falar do cabeça de xícara. Animação extremamente bem-feita, a estética dos anos 1930, trilha sonora imersiva e o nível absurdo de dificuldade são os pontos altos desse extremamente viciante.

Por fim, meu jogo preferido em 2017 é What Remains of Edith Finch. Seu visual é tão impecável que não tem como negar que o jogo é uma obra prima muito bem executada. Ele se desenvolve através da exploração das histórias pessoais de cada membro da família Finch, de forma que o jogador vai aprendendo mais sobre o que se passa na história de cada um. O apelo do jogo está na mistura de uma atmosfera de mistério e medo com a temática de realismo fantástico, que se torna extremamente plausível através da forma que a história é contada, com uma trilha sonora fantástica e, claro, muitos feels. What Remains leva até mesmo os jogadores mais durões às lágrimas.

What Remains of Edith Finch é o jogo preferido do nosso redator Ares Saturno
What Remains of Edith Finch é o jogo preferido do nosso redator Ares Saturno

Eduardo Hayashi

Descrever Hollow Knight de uma forma resumida seria assim: é uma mistura de Metroidvania com elementos de Dark Souls. Esquisito, não é mesmo? Mas acredite, é uma combinação quase perfeita. O game aposta em um visual no melhor estilo Tim Burton e impressiona por sua narrativa emergente e por seu combate ligeiramente estratégico, ambos emprestados da franquia Dark Souls, se destacando também por suas músicas marcantes e level design impecável. Por isso ele merece a terceira colocação na minha lista.

Deixando a estratégia de lado, jogos que apostam na diversão pela diversão também merecem destaque. Prova disso é Super Mario Odyssey, meu segundo jogo preferido em 2017. Ele que diverte bastante enquanto apresenta uma jogabilidade de plataforma 3D sólida e fluida. Os cenários são extremamente criativos e descobrir os segredos de cada um deles proporciona momentos de pura alegria, algo que não se consegue sentir em nenhum outro título recente. E não se preocupe se você é um gamer hardcore, pois Super Mario Odyssey conta com fases adicionais que vão fazer você considerar seriamente arremessar o seu Nintendo Switch contra a parede (não recomendo fazer isso, diga-se de passagem).

Agora a medalha de ouro não poderia ir para outro jogo que não Persona 5. O título chegou para mostrar de vez que nem só de Final Fantasies vive o mundo fantástico dos RPGs nipônicos! Não é por menos, ele consegue melhorar tudo o que os seus antecessores trouxeram e ainda oferece uma obra prima de encher os olhos… e ouvidos! Persona 5 mostra a sua maior força através do carisma e pela trama envolvente, além de abordar muito bem a luta contra o conformismo, um tema que não está muito longe da nossa realidade. Com uma direção de arte primorosa, sistema de combate inteligente e trilha sonora magistral composta por Shoji Meguro, Persona 5 foi, sem dúvida alguma, a minha experiência “gamística” mais marcante de 2017.

Persona 5 foi a experiência mais marcante do nosso redator Eduardo nos videogames em 2017
Persona 5 foi a experiência mais marcante do nosso redator Eduardo nos videogames em 2017

Felipe Demartini

Minha escolha de GOTY para 2017 concorda com a do The Game Awards, o que é raro. Mas, desta vez, não existem dúvidas: The Legend of Zelda: Breath of the Wild é, sem sombra de dúvidas, o maior título deste ano e, bem provavelmente, um dos mais legais de todos os tempos. A arte, o mundo aberto gigantesco e a total liberdade de escolhas tornam a exploração de Hyrule mais instigante e interessante do que nunca. Você pode ir direto para os finalmentes, encarando Ganon de frente, ou passar dezenas de horas em busca de Shrines e segredos, tudo isso sem se cansar.

Em segundo lugar, outro jogo que tocou fundo no coração: Life is Strange: Before the Storm. Como grande fã do primeiro, tive medo desse prelúdio, mas o resultado é exatamente o contrário. Chloe Price é uma personagem apaixonante em meio a uma história, também, de paixão e descoberta. Uma trama tão boa quanto a do primeiro e com um senso de responsabilidade ainda maior, já que, dessa vez, não dá para voltar no tempo.

Também não posso deixar de citar The Evil Within 2, que entregou tudo aquilo que eu queria ver desde o primeiro. A história se tornou mais íntima e, com isso, mais interessante, e a jogabilidade melhorou muito, apesar dos chatos momentos de mundo aberto. Uma evolução saudável numa franquia que, infelizmente, pode parar por aqui.

Para Felipe Demartini, o prêmio de melhor jogo de 2017 não poderia ir para outro que não The Legend of Zelda: Breath of the Wild
Para Felipe Demartini, o prêmio de melhor jogo de 2017 não poderia ir para outro que não The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Sergio Oliveira

Talvez as minhas escolhas sejam as mais controversas de todo mundo aqui no Canaltech, mas só podemos julgar aquilo que jogamos, não é mesmo? Para começar, vamos voltar lá para o comecinho de 2017, quando Resident Evil 7 foi lançado. Muita gente torceu o nariz para a proposta da Capcom de lançar um Resident Evil em primeira pessoa, mas a fórmula se provou certeira. Com ambientação sombria e uma história macabra, RE7 conseguiu fazer com que os jogadores realmente se sentissem perseguidos e dentro daquele pesadelo com a família Baker, principalmente quando é jogado com o PSVR. Por resgatar muito bem suas origens, Resident Evil 7 merece a medalha de bronze.

Colocando lenha na fogueira da polêmica, meu segundo jogo favorito de 2017 foi Call of Duty: WWII. Não, não sou fanboy de CoD, então abaixem as armas! O grande mérito do título da Sledgehammer Studios é que ele trouxe a franquia de volta aos trilhos ao abordar a temática da Segunda Guerra Mundial. Com uma campanha sólida e extremamente bem situada historicamente, CoD: WWII é o primeiro da série em anos a ter o pé no chão. Sem aumentar nem inventar, o game é um verdadeiro deleite para os fãs do maior confronto armado da História - e a torcida é para que a Activision insista nesse rumo daqui em diante.

Agora, no lugar mais alto do pódio, não poderia estar outro jogo que não Cuphead. Assim como as duas outras escolhas, esta daqui conseguiu resgatar muito bem a jogabilidade hardcore que quem viveu nos anos 1980 e 1990 se acostumou, fazendo os corações nostálgicos baterem mais forte. Mais do que isso, Cuphead merece a medalha de ouro por ter revolucionado o conceito de art design em tempos em que vemos mais do mesmo a todo instante. E olha, estamos falando da Studio MDHR, desenvolvedor indie que apostou tudo o que tinha e o que não tinha em visuais e trilha sonora retrôs para seu game de estreia. Deu certo: Cuphead cativa, desafia e salta aos olhos de todo jogador, sendo o meu GOTY de 2017.

Para o nosso editor Sergio Oliveira, Cuphead apostou alto e revolucionou, merecendo o prêmio de melhor jogo de 2017
Para o nosso editor Sergio Oliveira, Cuphead apostou alto e revolucionou, merecendo o prêmio de melhor jogo de 2017

E aí, você concorda com a equipe do Canaltech? Conta para gente quais foram os melhores jogos de 2017 na caixa de comentários aqui embaixo!

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