Locadora americana de jogos lança serviço de streaming para a Fire TV

Por Redação | 03 de Junho de 2015 às 08h52

Dizem que a história se repete e, no caso da GameFly, parece ser mesmo verdade. A locadora americana de jogos está anunciando o lançamento de sua própria plataforma de streaming, que vai permitir que os usuários joguem games de PC diretamente na Fire TV, da Amazon, por meio da internet.

Apesar da ideia ser bastante semelhante à da Netflix – que também começou sua vida como uma locadora –, o funcionamento aqui é um pouco diferente. O GameFly Streaming abre suas portas para o público com um portfólio de 35 jogos divididos em pacotes e, para jogar, o usuário deve fazer a assinatura mensal de cada um destes grupos individualmente, tendo acesso ilimitado a eles.

Por exemplo, por US$ 6,99, aproximadamente R$ 20, é possível ter acesso ao “Action Pack”, que traz sete jogos como Sleeping Dogs, Hitman e Mafia II, por exemplo. Mais caro, o “Gamer Pack” libera 16 jogos e tem nomes como Darksiders, Batman: Arkham City e F.E.A.R. 3 por US$ 9,99 (cerca de R$ 30).

O acesso, por enquanto, é exclusivo para os usuários da Fire TV, que já podem começar a assinar e experimentar o serviço. Para jogar, é preciso ter um controle compatível com o padrão da Microsoft – como um joystick de Xbox 360 ou o oficial do dispositivo, por exemplo – e uma internet de alta velocidade. A GameFly recomenda conexões de no mínimo 10 Mbps.

Para que tudo funcione normalmente, a empresa também anunciou a aquisição da Playcast, uma empresa israelense especializada em tecnologias de cloud computing. É ela a responsável por garantir que a estrutura do serviço de streaming funcione, com servidores à distância rodando o game e apenas transmitindo as imagens para os usuários, que enviam de volta os comandos realizados no joystick. Daí, também, a necessidade de uma internet rápida, para que tudo funcione sem lag.

O lançamento inicial e exclusivo na Fire TV, para a GameFly, também serve como um teste. A empresa já disse que pretende abrir o serviço para outras plataformas, incluindo celulares e tablets, além de expandir significativamente a biblioteca de jogos com lançamentos e, quem sabe, títulos exclusivos. A parceria de longa data com distribuidoras e desenvolvedoras, ao longo dos anos como locadora, também deve ajudar nesse aspecto.

Ainda de acordo com a empresa, a ideia é ter um catálogo que funcione de forma semelhante ao da Netflix, com títulos que entram e saem de disponibilidade. Foi daí, inclusive, que veio a ideia de apostar em pacotes de jogos, já que os fãs de um determinado gênero poderão realizar uma assinatura mais barata e, periodicamente, terem acesso a novos jogos de acordo com a escolha que fizeram.

Resta saber, porém, se a coisa realmente vai funcionar com essa política. A Sony, há pouco tempo, foi duramente criticada ao anunciar que seu serviço similar, o PlayStation Now, cobraria por título. A empresa, mais tarde, revelou possuir também um sistema de assinaturas universal, que dá acesso irrestrito a todo o catálogo.

Além disso, parece improvável que o GameFly Streaming chegue algum dia ao Brasil, uma vez que nem mesmo os serviços de aluguel de jogos da empresa estão disponíveis por aqui. O país, ainda, parece carente desse tipo de propostas, uma vez que as poucas plataformas do tipo que funcionam por aqui sofrem com a grande distância até os servidores e a baixa qualidade das conexões nacionais. Quem sabe um dia.

Fonte: GameFly, Ars Technica

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