Just Dance 2017 mantém a fórmula e diverte como sempre [Análise]

Por Leandro Souza | 14 de Novembro de 2016 às 19h03
photo_camera Divulgação

Nos últimos anos, Just Dance acabou se tornando o game de festa preferido dos donos de videogame, meio que ocupando o espaço surgido após a o período de baixa de séries como Guitar Hero e Rock Band. Abraçando um conceito mais inclusivo, o de simplesmente colocar todo mundo na festa através de passos de dança e sensores de movimento (como os wiimotes na época), a série da Ubisoft já completa sete anos de existência e segue forte nas vendas. E como já é de praxe ano a ano, chegou a época de curtir a edição 2017 da série. Mas seria Just Dance 2017 apenas uma reprise da receita já testada e aprovada em outros anos, apenas com outras músicas, ou a Ubisoft colocou novas cartas na mesa para atualizar a sua franquia?

Mais do mesmo ainda é bom

Just Dance 2017 retoma boa parte das inovações que deram certo na edição 2016 do game. Novamente é possível usar o smartphone como o detector de movimentos durante as danças, o que elimina a necessidade de ter uma camera como a Playstation Camera ou Kinect. Basta parear o console e os smartphones na mesma wi-fi e baixar o aplicativo do jogo. O app usa os sensores de movimento do smartphone, mais ou menos como o game fazia com o wiimote na época que surgiu no console da Nintendo. A experiência funciona de forma excepcional, sem lags e inclusive é até melhor em relação ao espaço quando se está jogando em três ou mais jogadores - o alcance da câmera de um Kinect, por exemplo pode fazer os jogadores esbarrarem uns nos outros, e com o smartphone, a liberdade de movimento fica maior.

De qualquer forma, a maior parte do teste que fizemos com Just Dance 2017 foi com o Kinect, que ainda é a melhor maneira de curtir o game. Em termos de jogabilidade, realmente não há muito o que comentar, já que o game repete a fórmula já consagrada na série, apresentando seus modos competitivos e cooperativos, também com opções online. Quanto mais se joga, mais pontos são conquistados, itens são liberados e novos conteúdos como remixes de músicas são liberados. Só isso já garante uma belas dezenas de horas de diversão para quer balançar o esqueleto.

E por falar em músicas, a Ubisoft novamente caprichou na escolha do repertório, praticamente colocando todos os hits obrigatórios do último ano. "Sorry", do Justin Bieber? Tem. "Can't Feel My Face" do The Weeknd? Tem também. "Lean On", do Major Lazer? É claro. Joga aí inclusive um hit nacional da Anitta ("Bang"), clássicos para os dançarinos bêbados da festinha como "Dragostea Din Tei" (saca "Festa no Apê, do Latino?), do O-Zone e "Don't Stop Me Now", do Queen. Just Dance sempre teve track lists matadores, e neste ano não foi diferente.

No disco, o game conta com cerca de 40 músicas, mas à medida que se joga é possível desbloquear diferentes avatares e coreografias para as músicas do título. Para quem quer mais músicas, uma das inovações do ano passado retorna. O Just Dance Unlimited, serviço de streaming que libera canções de edições anteriores da franquia, pode ser assinado por 12 meses pelo valor de R$ 79,90.

Diversão entre amigos

Quem joga Just Dance já tem uma ideia do que está comprando. É basicamente o jogo mais "festa" que existe no mercado. Sem a presença de amigos por perto, ele perde praticamente 80% da graça - claro, a não ser que você curta praticar os passos sozinho para detonar quando chegar a hora de brincar com a galera. Para quem não é muito fã de dançar, dá pra conectar um microfone USB e usar o modo karaoke do game.

Mesmo assim, os recursos de comunidade disponibilizados pela Ubisoft continuam divertidos. Para quem joga com câmera, ainda é possível compartilhar videos dos melhores momentos das danças, uma boa forma de perder a vergonha de arriscar uns passos, já que sempre existe alguém que dança pior que você. Além disso, ao final de cada canção você definitivamente vai dar risadas com os amigos ao ver sua (falta de) habilidade ao dançar. Enfim, a tônica é não dar chance para a vergonha e realmente se divertir.

Claro que Just Dance 2017 não entrará em nenhuma lista de melhor jogo de 2016, mas para quem gosta de exibir seu videogame na sala de estar e fazer uma festa com seus amigos, possivelmente não existe um game tão propício. Claro que um Mario Party também serviria, mas convenhamos: todo mundo curte balançar o esqueleto, e mesmo que o repertório não agrade a todo mundo, com uma cervejinha ao lado e boas companhias, se soltar não é assim tão difícil.

Parece um tanto reducionista dizer isso, mas falo com todo o sentido positivo que a frase possa ter: Just Dance 2017 não é nada mais o que o título oferece: apenas dance e se divirta.

Nota 7, com bastante gosto.

* A cópia de Just Dance 2017 para Xbox One usada na análise foi gentilmente cedida pela Ubisoft.

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