Jovem é condenada a 40 anos de prisão após matar homem por causa de PS4

Por Redação | 23 de Junho de 2016 às 15h40

A norte-americana Kayla Dixon, de 18 anos, foi condenada nesta semana a 40 anos de prisão após ser acusada de matar um homem por causa de um PlayStation 4. O crime aconteceu em setembro de 2014, quando ela, ao lado do namorado, tentou roubar o console de Daniel Zeitz, de 28 anos, na frente de sua própria casa.

O homem criou um anúncio no Craigslist, um site de classificados bastante utilizado nos Estados Unidos, tentando vender o console por US$ 280. Kayla marcou de se encontrar com ele para realizar o pagamento e chegou ao local no banco do passageiro de um carro dirigido por seu namorado Nathaniel Vivian e com um bebê de um ano e meio, filho do casal, no banco de trás.

Quando o console foi exibido para a dupla, o namorado tentou arrancá-lo das mãos do vendedor, ao que a vítima resistiu. Dixon, então, efetuou um disparo com uma pistola calibre 25, que atravessou a mão de Vivian e atingiu Zeitz de forma certeira no peito, matando-o na hora.

O julgamento de Dixon estava marcado para começar nesta segunda-feira (20), mas, enquanto o juiz fazia a preleção dos jurados, o advogado da acusada informou que ela havia aceitado um acordo pelo qual confessaria o crime. Ela pediu perdão à família do assassinado, afirmando que, se pudesse fazer algo para trazer Zeitz de volta, o faria. Como isso não é possível, ela diz passar todas as noites refletindo sobre o momento em que o matou.

A declaração de culpa foi a primeira feita pela autora do crime desde que ela foi capturada, na mesma noite. Ela teria admitido a autoria do disparo a enfermeiras de um hospital onde levou o namorado para ser socorrido pelos ferimentos na mão, mas manteve o silêncio durante toda a investigação. De acordo com a polícia, entretanto, mensagens trocadas por celulares e redes sociais mostraram o planejamento do crime ao lado do namorado.

O julgamento de Vivian está marcado para começar no mês que vem, e, segundo o advogado de Dixon, ela está disposta a testemunhar contra ele caso seja necessário. O acordo abrandou a pena da acusada, uma vez que, caso o julgamento seguisse adiante, ela poderia ser condenada à prisão perpétua. A pena de morte, apesar de ser uma possibilidade, estava descartada nesse caso, apesar do motivo banal servir como agravante.

A família de Zeitz disse ter aceitado as desculpas de Dixon e sentido que o pedido foi feito de coração. A vítima faria 30 anos de idade em julho e foi assunto de um curta-metragem documental chamado “Level Up”, que explora o vazio deixado em sua casa e equipe de e-Sports após sua morte.

Fonte: The Washington Post

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