Headset de realidade virtual da Valve chega em 2015, mas em quantidade limitada

Por Redação | 29 de Agosto de 2015 às 13h20
photo_camera Divulgação

Após meses de desenvolvimento e muita expectativa do mercado, falta pouco para os primeiros produtos com tecnologia de realidade virtual chegarem nas mãos do usuário final. Embora o Oculus Rift já esteja por aí há algum tempo em versões para desenvolvedor, o primeiro dispositivo realmente focado no consumidor deve ser o Vive, headset da Valve produzido pela HTC, que será lançado ainda no final deste ano.

O problema é que esse lançamento não está disponível para todos. Em comunicado divulgado para anunciar presença na PAX Prime 2015, evento que ocorre entre os dias 28 e 31 de agosto em Seattle, nos Estados Unidos, a Valve revelou que as primeiras unidades do modelo comercial do Vive serão distribuídas em "quantidade limitada para os consumidores" agora no fim de 2015. Segundo a empresa, um número maior de dispositivos será enviado no primeiro semestre de 2016.

Não foram divulgadas nem a data exata, nem o preço sugerido do aparelho. Vale lembrar que alguns desenvolvedores selecionados já estão testando o acessório gratuitamente desde maio. A versão final do produto tem previsão de ser exibida em outubro em uma turnê que passará por alguns países, entre eles EUA, Alemanha e França.

Fabricado pela taiwanesa HTC, o Re Vive possui duas telas de 1.200 x 1.080 pixels de resolução e as imagens são exibidas em uma taxa de atualização de 90 quadros por segundo. De acordo com a versão de desenvolvedor do produto, o áudio sairá por meio de fones de ouvido comuns que poderão ser conectados ao acessório - é provável que isso mude no modelo final, mas tudo indica que as empresas manterão essa funcionalidade.

Assim como todos os dispositivos de realidade virtual, os óculos da Valve possuem um avançado sistema de rastreamento de cabeça e movimentos. Baseado na tecnologia SteamVR, o mecanismo combina giroscópio, acelerômetro e sensor a laser para captar com precisão a movimentação da cabeça do usuário. Ao todo, são mais de 70 sensores por toda a extensão do dispositivo. A Valve afirma que a tecnologia presente no headset vai evitar que os jogadores sofram náuseas ou tonturas enquanto jogam, ao contrário do Rift que, por exemplo, ainda é criticado por esse fator.

Outro ponto destacado pela companhia é que o acessório, assim como seus concorrentes, vai oferecer outros conteúdos além dos jogos eletrônicos e que algumas empresas devem trazer suas produções para os óculos de realidade virtual. Entre elas estão Google e HBO. Quanto aos games, um dos títulos confirmados é Job Simulator, ambientado em um futuro distópico dominado por máquinas e equipamentos robóticos.

Apesar da Valve não ter dado mais detalhes sobre a decisão de adiar um lançamento maior (e global) do HTC Vive, esse atraso pode ter uma explicação. Acontece que, no início do ano que vem, chegam às lojas os modelos finais do Rift, da Oculus VR (que pertence ao Facebook), e do Project Morpheus, os óculos desenvolvidos pela Sony que poderão ser usados no PlayStation 4. Ou seja, a primeira metade de 2016 deve marcar o começo da guerra entre as plataformas de realidade virtual. Faça suas apostas.

Fonte: TechCrunch

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