Fundador da Zynga volta a assumir posto de CEO e ações da empresa despencam

Por Redação | 10 de Abril de 2015 às 08h43

Uma mudança que traz a Zynga de volta ao passado foi operada nesta semana, quando a desenvolvedora de FarmVille voltou a ser comandada por Mark Pincus, seu fundador. Ele assume o cargo de CEO após o anúncio repentino da saída de Don Mattrick, que havia assumido o cargo em julho de 2013.

A alteração no quadro, na verdade, parece não ter a ver com problemas internos – apesar da desenvolvedora de FarmVille, antiga líder no mercado de jogos casuais, estar passando por quedas de faturamento e perda de influência cada vez mais visíveis. O motivo, afirmou o próprio Pincus, é que ele teve tempo o suficiente para pensar e refletir com relação a seus próximos passos e, agora, está pronto para trazer o DNA e o coração da Zynga de volta às formas de atuação da companhia.

Alavancada pelo sucesso de títulos como o já citado FarmVille, além de outros como Mafia Wars, a desenvolvedora se tornou rapidamente a grande cara dos joguinhos para Facebook. A subida vertiginosa desse setor, seguida por uma queda igualmente rápida, porém, pode ser vista claramente no histórico da produtora, que viu seu valor de mercado aumentando rapidamente com a popularização da rede social e um crescimento no número de jogadores nessa plataforma.

Tudo isso aconteceu entre 2010 e 2011, único período em que a Zynga conseguiu apresentar números positivos de faturamento. Antes disso, e depois, o que se vê é apenas negatividade - principalmente a partir de 2011, quando celulares e tablets começaram a tomar espaço no mercado de casuais e acabaram removendo do Facebook o título de principal plataforma desse tipo de jogo. A empresa apostou todas as fichas na rede social, uma ideia que, agora, parece ter sido prematura.

A saída de Pincus teria a ver justamente com uma mudança de paradigma e a contratação de Mattrick para o cargo uma indicação de que isso poderia mudar. Ele foi um dos nomes responsáveis pelo desenvolvimento e lançamento do Xbox One, pela Microsoft, e também por diversas de suas decisões erradas, como o foco em uma arquitetura persistentemente online e apoio pesado em sistemas de DRM digitais. As medidas forçaram a empresa a voltar atrás e adotar um comportamento mais tradicional com o videogame, o que acabou resultando também na demissão do executivo.

Apesar da entrada de Mattrick não ter dado o resultado esperado pelos investidores, sua saída repentina caiu ainda pior junto a eles. Horas após o anúncio da troca de cadeiras, as ações da Zynga chegaram a cair 10%, em um movimento que, nem de longe, era esperado pela gerência da companhia. No momento em que este texto é escrito, elas ainda operam em baixa, mas de apenas 0,4%, a US$ 2,50 cada.

O foco, agora, permanece nos celulares e tablets. Além disso, a diretoria da Zynga promete manter o crescimento no faturamento que vem sendo apontado nos últimos trimestres para reverter os resultados negativos. A companhia tem um valor estimado em US$ 2 bilhões.

Fontes: Ars Technica, TechCrunch

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