Ex-presidente da Sony cuidará do relacionamento com criadores de games indies

Por Rafael Rodrigues da Silva | 20 de Janeiro de 2020 às 21h35
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Uma recente “dança das cadeiras” dentro da Sony pode indicar que a empresa está voltando suas atenções para os desenvolvedores independentes na próxima geração de consoles, que deve ser iniciada no fim deste ano com o lançamento do PlayStation 5.

Nas últimas semanas, Shuhei Yoshida deixou o cargo de presidente da Sony Interactive Worldwide Studios, posição que ocupava desde 2005 e que agora pertence a Hermen Hulst, um dos fundadores da Guerrilla Games (empresa responsável pela franquia Killzone e por Horizon Zero Dawn). Mas, de acordo com uma declaração de Jim Ryan (CEO da divisão PlayStation), Yoshida não saiu do cargo para se aposentar, mas para ocupar uma posição ainda não oficialmente nomeada.

E é essa posição que indica um novo foco da Sony em relação aos estúdios independentes: isso porque a função de Yoshida será a de se concentrar em estabelecer relações com os estúdios independentes, garantindo que eles tenham todas as ferramentas e o suporte necessário para desenvolver seus jogos para os consoles PlayStation. Além disso, a empresa também anunciou as contratações de Christian Svensson (ex-Capcom) e Greg Rice (ex-Double Fine), duas pessoas que possuem diversas conexões com a comunidade de desenvolvedores independentes.

De forma geral, a Sony tem tratado bem os desenvolvedores indies desde o desenvolvimento do PS4. A partir desse relacionamento, temos grandes jogos independentes, No Man’s Sky, Firewatch, Hellblade: Senua’s Sacrifice e The Witness. Todos foram lançados como “exclusivos temporários” para o console da Sony, garantido que a plataforma saísse na frente da concorrência.

Foi, aliás, essa preferência dos independentes pelo PlayStation que fez com que a Microsoft criasse o [email protected], o programa que estreitava o relacionamento da empresa com os estúdios dessa categoria. A iniciativa da Microsoft acabou equilibrando as coisas e alguns indies de peso (como Cuphead) foram lançados como “exclusivos temporários” no Xbox One nos últimos anos.

De modo geral, esse movimento da Sony mostra que a empresa sentiu que estava perdendo espaço entre os estúdios independentes, e que precisa fazer algo para reverter isso. E, no fim, quem ganha são os jogadores, já que esse tipo de trabalho normalmente aumenta a quantidade de títulos lançados para ambos os consoles (Playstation e Xbox).

Fonte: Sony

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