Emote de Fortnite rende mais um processo à Epic Games

Por Rafael Arbulu | 29 de Abril de 2019 às 10h59

Mais um processo chegando à porta da Epic Games: o saxofonista de Nova York, Leo Pellegrino, está movendo ação contra a publisher de Fortnite alegando que a empresa usou sem a devida autorização aspectos de sua imagem na criação do emote “Phone It In”, em que o personagem controlado pelo jogador saca um saxofone e começa a tocá-lo de forma “enérgica”.

O time de defesa das alegações de Pellegrino alega que o emote é baseado em suas performances ao vivo, além do visual, que, segundo os advogados, tira inspiração do look do musicista. No anúncio do processo, a firma de advocacia responsável pelo caso anexou vídeo de um destes shows dizendo que servem como evidências contra a Epic os “pés apontando para fora” do músico, além de seu “amor por apresentar performances enérgicas ao tocar o seu saxofone”. Ao The Verge, a firma explicou que Pellegrino tem “pés chatos” e o visual é resultado de sua anatomia física.

O emote "Phone It In", em Fortnite (Captura de Imagem: VITREOUS/YouTube)

A propósito, a “firma de advocacia” do caso é a Pierce Bainbridge Beck Price & Hecht LLP, a mesma de todos os outros processos anteriores. A saber: o ator Alfonso Ribeiro (o “Carlton”, de Um Maluco no Pedaço), a estrela do meme “Backpack Kid”, Russel Horning; o fã não-nomeado de Fortnite, conhecido apenas por “Orange Shirt Kid”, e os rappers Terrence “2 Milly” Ferguson e James “BlocBoy JB” Baker.

Diferentemente dos outros casos, porém, Pellegrino não está pedindo por direitos autorais. Enquanto os processos anteriores alegavam que os movimentos reproduzidos nos emotes do jogo da Epic eram marcas registradas dos reclamantes, este novo caso traz representação apenas pelo uso indevido de imagem, trejeitos e aparência do artista musical.

Isso provavelmente é parte de uma estratégia jurídica: todos os processos anteriores foram abandonados ou estão paralisados aguardando a Suprema Corte norte-americana determinar se passos de dança podem, de fato, ser tratados como direito à propriedade intelectual. Como um rótulo diferente, é provável que o processo movido por Pellegrino passe à frente dos anteriores.

A Epic Games foi procurada para comentar o caso, mas, citando a sua política corporativa, informou que não trata publicamente de litígios ainda em curso.

Fonte: The Verge

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