EA cogita abandonar lançamentos anuais de FIFA e criar serviço de assinaturas

Por Redação | 09 de Novembro de 2017 às 10h37

E se você não tivesse mais que comprar a edição anual de FIFA, mas sim assinar um serviço que garantiria atualizações e melhorias mais constantes para o game? Foi com essa ideia que o CEO da Electronic Arts, Andrew Wilson, flertou em uma entrevista para o site Bloomberg. Segundo o executivo, esse pode ser o caminho para a empresa no trato de suas franquias esportivas anuais.

De acordo com Wilson, trata-se de um vislumbre de evolução diante de um mercado que cada vez mais deixa a tradicional compra de discos em caixinha e abraça a distribuição digital. Nesse ensejo, porque não tratar os títulos como um serviço online, com atualizações mais constantes e que se mantenha relevante, em vez de trabalhar da maneira tradicional?

Com um pagamento regular, que pode ser mensal, trimestral ou anual, os usuários passariam a ter versões sempre atualizadas de seus títulos, com elencos de jogadores renovados, novas funcionalidades adicionadas de tempos em tempos, eventos especiais e as tradicionais correções de falhas. Seria uma ótima para os aficionados pelo esporte, que constituem uma gigantesca parcela da base de clientes de marcas como FIFA, Madden, UFC, NBA, entre outras.

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Outra possibilidade vislumbrada por Wilson é a de que esses sistemas funcionariam totalmente por streaming, dispensando até mesmo a necessidade de download do título em si e suas atualizações. Essa, entretanto, é uma alternativa que o executivo sabe ser bem menos viável do que a transformação das franquias em serviço, levando em conta o estado da internet global e a baixa penetração de plataformas que já oferecem esse tipo de coisa.

Entretanto, ele deixou claro que se tratam apenas de ideias, que não necessariamente estão em desenvolvimento nem têm data prevista para entrarem em vigor. Como normalmente acontece com declarações desse tipo, pode ser, também, que Wilson esteja testando a água, jogando essa possibilidade para que os usuários debatam e exponham suas ideias online, algo que pode ser decisivo em uma aplicação futura da iniciativa (ou não).

Fonte: Bloomberg

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