Desenvolvedora de FarmVille vai demitir 18% de seus funcionários

Por Redação | 07 de Maio de 2015 às 18h16

Parecia ser uma semana como poucas para a Zynga, com o lançamento de Empires & Allies representando uma nova era mobile para a desenvolvedora. As más notícias, porém, não demoraram a vir, já que nesta quarta-feira (6), a produtora também anunciou que vai demitir 18% de seus funcionários, além de estar deixando uma série de segmentos de negócios.

O enxugamento foi justificado pela companhia como uma forma de tornar a operação mais eficaz e com foco onde há real potencial. 364 pessoas devem deixar os escritórios da companhia ao redor do mundo, e junto com elas, a Zynga também vai interromper a produção de títulos esportivos, um segmento no qual, desde que entrou, a empresa não vinha chamando tanta atenção assim.

A expectativa é de uma redução nos custos anuais de cerca de US$ 100 milhões, potencializada também pelo fechamento de alguns data centers que servem seus jogos. Isso não significa, porém, que os títulos deixarão de ter conexão online, e sim, que a produtora passa, agora, a terceirizar esse tipo de serviço, realizando contratos com a Amazon para suprir as necessidades conectadas de seus sucessos.

Apenas dois games deixarão de existir como parte desses movimentos – um baseado na NFL, que já vinha apresentando um número de jogadores bem abaixo do esperado, e um título de golfe ainda em desenvolvimento e licenciado pelo atleta Tiger Woods. A Zynga também reduziu a projeção para 2015 – inicialmente, ela pretendia lançar dez jogos e, agora, deve liberar de seis a oito ao longo do ano.

Na liderança de todas essas mudanças está Mark Pincus, o fundador da companhia, que, em abril, voltou ao cargo de CEO após dois anos de gestão do ex-Microsoft Don Mattrick. Um dos principais responsáveis pelo Xbox One, o executivo coordenou a Zynga durante um período bastante complicado em que o Facebook não mostrou a revolução do mundo dos games como se esperava, enquanto as plataformas mobile cresciam sem sua participação efetiva.

Por isso mesmo, outra ideia para agora é intensificar os esforços em análise de dados e estudo dos hábitos de usuários, de forma que apostas gigantescas como as feitas no Facebook, que não se mostraram frutíferas, não voltem a acontecer. Além disso, claro, o objetivo é entender de que forma os usuários gastam dinheiro com jogos, criando títulos que atendam a essas necessidades e ampliem os ganhos oriundos das microtransações.

Mais perdas

Todos esses anúncios vieram como fruto de um resultado negativo para a Zynga, que no primeiro trimestre de 2015, registrou perdas de US$ 46 milhões. Esse total, porém, já era esperado pelos acionistas e representa um prejuízo menor que o registrado em 2015, quando a companhia perdeu US$ 61 milhões.

Por outro lado, o foco maior nos celulares e tablets já começa a mostrar seus frutos, com um aumento de quase US$ 20 milhões no faturamento, que chegou a US$ 183 milhões. Cortes nos custos que já haviam sido feitos anteriormente, também com demissões, acabaram resultado nessa melhora, que com as novas iniciativas, devem resultar em dados ainda mais favoráveis ao longo dos próximos períodos.

Fonte: The New York Times

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