Criador fica de fora de aniversário de Minecraft por causa de tweets polêmicos

Por Rafael Rodrigues da Silva | 29 de Abril de 2019 às 22h25
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Prestes a comemorar o aniversário de dez anos de Minecraft, a Microsoft já deixou claro quem ela não quer que participe da festa: Markus Persson, mais conhecido na internet como “Notch”, e que é, nada menos, do que o criador do jogo.

Segundo o que um representante da Microsoft divulgou para o site Variety, o motivo pelo qual a empresa não chamará Notch para as comemorações e nem fará nenhum tipo de ação publicitária em conjunto com ele é por conta das diversas opiniões controversas dele, que deixou de ser conhecido como um desenvolvedor de videogames e hoje é basicamente um dos trolls mais famosos da internet.

Desde que vendeu Minecraft e a Mojang (empresa que ajudou a criar) em 2014, Persson se afastou da carreira de desenvolvedor e tem curtido os bilhões que ganhou na transação sendo uma pessoa polêmica no Twitter. Notch é conhecido por usar o termo “feminista” como um xingamento, tweetar constantemente mensagens sexistas, transfóbicas e racistas, e recentemente até mesmo compartilhou um “alerta” a seus seguidores sobre a Conspiração QAnon, uma teoria da conspiração criada por um usuário anônimo do Reddit (que se identificava como um “funcionário do governo” de codinome Q, de onde surgiu o nome QAnon) que fala sobre a existência de um circuito de pedofilia e tráfico infantil que é controlado por astros de Hollywood e políticos do Partido Democrata, onde os membros se reúnem no porão de uma pizzaria próxima do Parlamento para estuprar crianças.

Ainda que a MIcrosoft nunca tenha sido próxima de Persson, a empresa tem recentemente se esforçado para desvencilhar a sua imagem da do antigo desenvolvedor, como por exemplo retirando as diversas referências a Notch que existiam nos menus de Minecraft. O fato de deixar claro que o criador do jogo não é bem-vindo na celebração de dez anos de Minecraft é apenas o mais recente exemplo desse afastamento público.

Esse distanciamento está de acordo com a política da Microsoft de levar a sério os problemas de representatividade e diversidade no mercado de tecnologia. Em um e-mail enviado recentemente a seus funcionários, o CEO da empresa, Satya Nadella, afirma que construir uma cultura de inclusão na empresa será algo que irá impactar positivamente não apenas os resultados dela como um todo, mas até mesmo a trajetória de carreira de cada um dos funcionários individualmente. Apesar disso, diversos funcionários a acusam de falar mais sobre construir uma cultura de inclusão do que, realmente, construir essa cultura, lembrando de um episódio recente em que diversas mensagens anti-diversidade foram compartilhadas nos murais internos da empresa e pouco se fez para encontrar e punir os responsáveis.

Fonte: The Verge

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