CEO da Valve se diz "confortável" com a ideia de que VR será um "fracasso"

Por Redação | 16 de Fevereiro de 2017 às 12h43
photo_camera Oculus Rift

CEO da Valve e uma das mentes por trás da plataforma Steam, Gabe Newell é um dos maiores nomes da indústria de games da atualidade. Não é de se surpreender, então, que suas avaliações trazem um peso importante para o setor.

Em seu comentário mais recente, no entanto, o executivo parece ter ido na contramão de uma das principais forças movendo a indústria dos games nos últimos meses, demonstrando algum ceticismo em relação à realidade virtual (VR).

"Nós pensamos que a realidade virtual está indo muito bem. Está indo de uma maneira que é consistente com nossas expectativas", disse o executivo em um encontro com a imprensa nesta semana. O problema, no entanto, foi a afirmação seguinte de Newell. "Nós também estamos muito confortáveis com a idéia de que ela vai acabar sendo um fracasso completo", completou.

A avaliação de Newell é particularmente supreendente se levarmos em consideração os atuais investimentos da Valve em VR. Além de representar metade da empresa responsável pelo headset HTC Vive, a companhia de Gabe tem investido no desenvolvimento de três grandes jogos de realidade virtual para o Steam e parece interessada em navegar nessa onda.

Ainda assim, o próprio HTC Vive foi alvo de críticas de Newell, que classificou o dispositivo como o "mais caro do mercado" e capaz de fazer apenas um trabalho "marginalmente adequado" para entregar uma experiência em VR. "Algumas pessoas chamam atenção dizendo que haverá milhões de [headsets de realidade virtual vendidos]", afirmou o executivo. "Eu não penso assim, não consigo citar um único conteúdo que faria com que milhões de pessoas mudassem seu computador doméstico".

Apesar de duras, as palavras de Newell não são desconectadas da realidade. Mesmo com o hype ao redor do setor, o custo de dispositivos de realidade virtual e as experiências bastante cruas da tecnologia ainda não permitiram que a VR decolasse junto ao mercado consumidor.

É verdade, as mudanças ainda podem vir rapidamente nos próximos meses e colocar a realidade virtual dentro de mais casas, mas, por ora, o realismo e otimismo contido de Newell podem ser o caminho mais seguro para se encarar a realidade virtual.

Via: Polygon

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