CEO da EA afirma que empresa vai continuar com o modelo de loot boxes

Por Wagner Wakka | 09 de Maio de 2018 às 17h25

Mesmo após todas as polêmicas sobre as loot boxes dentro dos jogos da Electronic Arts no ano passado, a empresa ainda afirma que pretende continuar com o modelo de negócio em seus futuros títulos.

A EA foi alvo de críticas no ano passado por conta das loot boxes. Trata-se de um pacote de itens que podem ser adquiridos dentro do jogo, através de pagamentos reais ou não, cujos conteúdos são sortidos ao jogador. Em comparação atual, as loot boxes são semelhantes aos pacotes de figurinhas, sendo que se compra o conjunto sem saber quais figurinhas especificamente estão ali dentro.

A utilização deste modelo de negócio gerou polêmica por dois motivos principais. O primeiro deles é a arquitetura de alguns jogos que forçam o usuário a pagar para, de fato, avançar no título. Este foi o caso de Star Wars: Battlefront II, jogo em primeira pessoa da franquia da Disney, no qual era preciso acumular muito tempo de jogo (ou pagar em dinheiro real) para se ter personagens clássicos como Luke Skywalker e Darth Vader.

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A segunda acusação é de que a prática configura jogo de aposta, uma vez que o usuário paga para um programa que pode oferecer ou não o item desejado por sorteio.

Em reunião para investidores, o CEO da EA, Andrew Wilson, disse que a empresa está trabalhando com associações da indústria e com agências regulatórias para estabelecer que esta prática não seja considerada aposta.

A defesa do CEO é de que, diferente do que acontece em um cassino, por exemplo, por mais que o pacote não renda o item esperado, ele sempre vai oferecer algum item ao usuário. Ainda, ele se defende dizendo que a EA não facilita a revenda dos itens em troca de valores reais, o que também acontece em cassinos.

“Estamos sempre pensando em nossos jogadores. Estamos sempre pensando em como oferecer esses tipos de experiências de forma transparente, divertida, justa e equilibrada para nossos jogadores. E nos comunicaremos com os órgãos reguladores de todo o mundo”, informou.

No ano passado, a empresa teve problemas com seus principais títulos a respeito do modelo de negócio tanto com o já citado jogo de Star Wars, quanto com games como Fifa 2018 e Need for Speed Payback.

Fonte: Engadget

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