Aplicativo do YouTube é usado para quebrar trava de região do Nintendo 3DS

Por Redação | 19.08.2015 às 08:19
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Na contramão do mercado, a Nintendo é uma das poucas companhias de games a ainda contar com consoles que possuem travas de região – caso você compre seu aparelho nos Estados Unidos, por exemplo, apenas poderá rodar títulos desse território. É isso, também, que leva hackers a imaginarem novas formas de burlar essa barreira, gerando um verdadeiro jogo de gato e rato entre a empresa e os especialistas. E o Tubehax é a mais nova forma de liberar o 3DS.

Como o nome já diz, o vetor da vez é o aplicativo do YouTube, que permite o acesso aos vídeos pelo console. O processo não exige modificações físicas no aparelho e, aparentemente, funciona em qualquer versão do aparelho, desde os originais até as mais recentes, da linha New Nintendo 3DS. Basta instalar os arquivos no cartão de memória e a alteração de endereços DNS para acesso à internet.

Após modificar os valores, basta reiniciar o aparelho e selecionar a versão do sistema para que o console passe a aceitar os cartuchos estrangeiros. A brecha também permite a execução de aplicativos homebrew, aqueles criados por desenvolvedores para dar funções extras para o dispositivo, como rodar emuladores ou jogos modificados. Por outro lado, seus produtores garantem que o processo não abre as portas para a pirataria.

Outra restrição é que os aparelhos de regiões diferentes das do console só podem rodar a partir de cartuchos. Ou seja, não é possível acessar o eShop estrangeiro e baixar games japoneses ou europeus, por exemplo, caso você tenha um dispositivo norte-americano. Com as fitas, porém, você poderá fazer isso normalmente.

Para os desenvolvedores, o desenvolvimento do Tubehax é uma vitória, já que, até agora, o processo de desbloqueio da trava de região exigia a compra de determinados games, muitos que nem mesmo podem ser encontrados facilmente no mercado. Mas o aplicativo do YouTube é algo a que todos têm acesso e, sendo assim, torna a solução bem mais abrangente.

A Nintendo, claro, não se pronunciou sobre o assunto, mas, como sempre acontece, deve liberar em breve uma atualização que fechará as portas para a modificação. Quando isso acontecer, os usuários ficam com duas opções – não realizar o update ou, então, aguardar que os hackers inventem novas formas de burlar as proteções do sistema e continuem a brincar de pega-pega com a “Big N”.

Fonte: Kotaku