Adolescentes ficam presos em cemitério de MG enquanto jogavam Pokémon GO

Por Redação | 09 de Agosto de 2016 às 09h11

Levando em conta o sucesso estrondoso de Pokémon GO ao redor do mundo, era de se esperar que a situação se repetisse aqui no Brasil, onde o game da Niantic foi lançado na última quarta-feira (3). Mas junto de tanta popularidade, vieram casos inusitados envolvendo o jogo de caça aos monstrinhos. Um deles aconteceu em Divinópolis, região central de Minas Gerais, em que um grupo de adolescentes ficou preso no Cemitério da Paz enquanto capturava os Pokémon.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Divinópolis, o cemitério do centro da cidade fica fechado aos domingos e só abre para sepultamentos. Como houve uma cerimônia neste domingo (7), o grupo de jovens aproveitou para entrar no local e procurar as criaturas virtuais em meio aos túmulos. Logo após o sepultamento, as pessoas foram embora e o coveiro trancou o portão por volta das 18h10.

Ana Rosa Bernardes, de 16 anos, conta que estava no local procurando pelos Pokémon com o namorado e mais dois adolescentes. Eles foram em direção à saída, mas encontraram o local fechado, e lá encontraram outros dois jovens. Ana ainda disse que sabia o horário de funcionamento do cemitério, mas que ela e o namorado perderam a noção do tempo ao ajudar os dois treinadores novatos.

"Fomos ajudar os dois que tinham acabado de começar o jogo e perdemos a noção do tempo. Eu falei para o meu namorado que o cemitério fechava às 18h00, então fomos para entrada nesse horário e já estava fechado. Lá eu encontrei mais duas pessoas que eu nem sabia que estavam lá", disse.

Os jovens ficaram trancados dentro do cemitério por cerca de uma hora. Às 19h00, o Serviço Municipal do Luto abriu o portão para os adolescentes saírem e, segundo a prefeitura, não houve boletim de ocorrência. O órgão também solicitou que os coveiros fiquem mais atentos durante o horário de fechamento para evitar casos como esse.

No tempo em que estiveram presos no local, Ana comentou que ela e os outros adolescentes continuaram procurando por novos Pokémon. "Eu capturei sete enquanto estava presa. Um menininho apareceu no portão e capturou um muito raro e eu nem vi ele. Fiquei chateada", disse, em tom de brincadeira.

Desde que foi lançado no Brasil, Pokémon GO tem chamado atenção pelos lugares curiosos em que ficam localizadas as Pokéstops, áreas que existem no mundo real e que dentro do jogo funcionam como lojas em que os jogadores adquirem itens como pokébolas e outros consumíveis. Entre as Pokéstops brasileiras estão famosos cemitérios, que têm reunido dezenas de jovens desde a semana passada.

Em São Paulo, por exemplo, o Cemitério Municipal do Campo Grande, na Zona Sul, abriga 11 Pokéstops. A prefeitura da cidade afirmou que apoia iniciativas que levem, de forma "cidadã", os paulistanos a frequentarem os cemitérios da capital e, consequentemente, a conhecerem grande parte da história e da memória não só da cidade, mas também do país. Na capital paulista, os cemitérios formam juntos a segunda maior área verde de São Paulo.

Fonte: G1 (1, 2)

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