Ubisoft está apagando jogos comprados em lojas “irregulares”

Por Redação | 28.01.2015 às 08:03

Pelo jeito, parece que a mesma atenção que o consumidor precisa ter na hora de comprar qualquer coisa em lojas físicas também se aplica ao mundo online. No último final de semana, diversos jogadores dos Estados Unidos e Europa notaram cópias de Far Cry 4 e Assassin’s Creed: Unity desaparecendo de suas contas e tornando-se impossíveis de se jogar. Segundo a Ubisoft, trata-se de uma limpeza de chaves de acesso “irregulares”.

De acordo com a empresa, as chaves bloqueadas foram todas adquiridas nos sites Kinguim ou G2Play, os quais, a Ubisoft afirma, obtiveram os jogos de maneira ilegítima. Em ambos os casos, os títulos foram vendidos para os jogadores por preços com uma diferença de mais de US$ 20 abaixo dos preços oficiais, em um esquema que se aproveita de brechas no sistema de vendas online.

Em uma espécie de “mercado cinza” dos jogos digitais, sites de venda se aproveitam de países com uma moeda mais fraca ou valores sugeridos mais baixos para comprarem os jogos abaixo do custo. Depois, revendem as chaves de acesso para usuários de países nos quais o preço sugerido é mais alto, efetivamente minando as vendas de sistemas “legítimos” como o Steam ou o uPlay, no caso da Ubisoft, que são simplesmente incapazes de competir por não poderem abaixar seus valores.

Segundo a desenvolvedora, a ação é comum e já foi tomada por ela antes, só que agora atingiu um número maior de jogadores e está relacionada a jogos com pouco tempo no mercado. A Ubisoft também disse ter aberto investigações mais profundas sobre o caso, de forma a bloquear as contas associadas à prática e evitar que ela volte a acontecer no futuro.

Os jogadores lesados devem procurar as empresas em que realizaram as compras para solicitar o reembolso ou, então, pedir uma nova chave, que seja legítima. Além disso, a Ubisoft sugeriu que os clientes tomem cuidado mesmo na compra de títulos digitais e evitem adquirir games em marketplaces de terceiros. A preferência, sempre, deve ser o Steam ou as lojas oficiais das produtoras, para garantia de procedência e suporte adequado.

Restrição no Brasil

Um caso semelhante aconteceu recentemente com o serviço da Valve, inclusive. Em dezembro, pouco antes da temporada de compras de Natal, a empresa aplicou um bloqueio de região para alguns países, incluindo o Brasil, de forma a evitar que os usuários presenteiem estrangeiros com os títulos adquiridos.

A ideia, aqui, é basicamente a mesma. Alguns jogadores estavam adquirindo games mais baratos aproveitando-se de flutuações na moeda estrangeira ou, simplesmente, preços menores praticados regionalmente pelas produtoras. Depois, vendiam os games por valores abaixo dos oficiais e presenteavam seus clientes com o título.

Além do Brasil, países como Rússia e México também foram alvo da mudança. Nestes territórios, agora, só é possível entregar games comprados a jogadores que também estejam na mesma região.