TrocaJogo: rede social de troca de games vira sucesso na rede

Por Vanessa Lee | 03 de Outubro de 2012 às 09h45

Muitas pessoas estão em casa com pilhas e pilhas de jogos de lado, sendo que nesse momento poderiam estar trocando com outros gamers. É o poder do compartilhamento, praticamente. Mas nada de emprestar apenas. O negócio da vez é trocar jogos de forma permanente. E essa ideia está sendo propagada pelo TrocaJogo.com.br, site que oferece um serviço gratuito para todos os interessados no assunto.

Criado em 2010, a página tem uma história de proporções inexatas, quase que cinematográfica. Tudo nasceu de uma proposta recusada por um cliente. Flávio Banyai, criador do site, ofereceu a ideia para outra empresa, como uma sugestão de produto. No entanto, o cliente não aceitou e ele, ao lado de seu sócio Leonardo Oliani, resolveram levar o projeto a cabo, apostando no retorno que o TrocaJogo traria.

“Eu acreditava tanto no projeto que no início acabei assumindo diversas frentes no desenvolvimento, pois nossa equipe estava sobrecarregada com outros trabalhos. Em pouco mais de dois anos de existência, em um segmento tão específico e com pouco investimento direto em divulgação, acredito que alcançamos um número de usuários bastante considerável”, disse Banyai.

trocajogo

Superando as expectativas sobre seu sucesso, o TrocaJogo conseguiu notoriedade entre os gamers e tornou-se uma das maiores referências entre jogadores do país. Tornou-se uma rede social para jogadores, que hoje alimenta uma base de mais de 80.000 usuários.

Esse número vem aumentando a cada dia, por conta de sua proposta simples, porém usual e, o que mais importa, estimulante para aquelas pessoas que querem entender mais sobre sustentabilidade.

Jogos, jogos, queremos jogos

O nome TrocaJogo é mais do que direto. A ideia é tirar a poeira dos games que estão encalhados na prateleira, fazendo negócio com pessoas de várias partes do país por algo recompensador: um jogo raro ou outro que se quer há tempos. Pois bem, é com esse raciocínio que o site trabalha e para os que pensam que trata-se de um canal pago, enganam-se, pois tudo depende apenas de um simples cadastro que não leva nem 3 minutos.

O site proporciona encontros entre os jogadores que antes só tinham os fóruns como forma de conversar com outros gamers.

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Os jogadores podem encontrar um acervo com cerca de 3.900 jogos para Xbox 360, Playstation 3, Wii, Nintendo 3DS e PS Vita e interagir com outras pessoas em busca do título desejado.

Pensando em ajudar nessa seleção, ou melhor, na triagem dos que são realmente aptos para trocas bem sucedidas, o site oferece uma assinatura anual de R$ 20,00, que oferece a validação das pessoas com boas indicações, além da investigação feita pelo próprio TrocaJogo em relação a esses usuários.

Fora a verificação, os assinantes também têm direito a participar de promoções exclusivas. Vira e mexe, o site está sorteando jogos e oferecendo material de imprensa.

Como nem tudo nesse mundo são flores, existem, sim, os engraçadinhos que gostam de se aproveitar de pessoas de boa fé, fazendo transações algumas vezes injustificáveis. Pra isso existe um sistema de negativação que faz com que outro usuário possa delatar o ladrão. Se o TrocaJogo identificar o usuário insolente e comprovar a denúncia, o mesmo é banido.

Futuro e mercado digital

Mas o que será do site, que trabalha com mídias físicas, em um futuro dominado pelas mídias digitais? A resposta é simples e direta: o serviço terá que se adaptar.

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Flávio Banyai

“Acredito que haverá, sim, algum impacto. Porém, vale lembrar que o Playstation 2 ainda é o console mais vendido no Brasil, ou seja, acreditamos ter condições para continuar atendendo todo o público que ainda migrará para o Playstation 3 e demais plataformas baseadas em mídias físicas”, concluiu Banyai.

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Quem gostou da iniciativa, é só entrar no site, se cadastrar e começar a trocar. Simples assim!

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