Pesquisa: videogames não são responsáveis por comportamento violento de crianças

Por Redação | 02 de Abril de 2015 às 08h41

Fazia tempo que não tínhamos nenhuma pesquisa relacionada aos videogames causarem comportamento violento em crianças. No entanto, ao contrário de vários casos que vimos anteriormente, um estudo recente feito pela Universidade de Oxford vem em defesa dos jogos e mostra que as duas coisas estão bem menos ligadas do que muita gente acredita.

Ainda que o levantamento concorde que aquelas crianças que passavam mais de três horas por dia em frente a um jogo apresentem tendências a serem hiperativas e até mesmo a participarem de mais brigas e a não se interessarem pelos estudos, isso não quer dizer que ela vai se tornar uma pessoa violenta. Isso porque, de acordo com os resultados apresentados, não há nenhuma ligação entre o comportamento e o conteúdo mais agressivo de determinados games que justifique essa conclusão.

Só que o mais impressionante é que os pesquisadores de Oxford conseguiram provar os efeitos benéficos que muitos títulos têm sobre os pequenos. Eles perceberam que as crianças que passavam menos de uma hora em jogos cooperativos, ou mesmo competitivos, apresentaram um índice significativamente menor de problemas emocionais ou mesmo de relacionamento com outros indivíduos.

Tanto que uma das autoras do projeto, Allison Mishkin, destaca que, no final das contas, os videogames apresentaram mais pontos positivos do que "efeitos colaterais" significativos. Para ela, isso só faz com que os jogos sejam apenas mais uma forma de colocar as crianças dentro da era digital — e menos uma máquina de criar sociopatas.

E, por mais que muitos de nós já saibamos disso e que até mesmo outras pesquisas tenham apontado para a mesma direção, vale lembrar que estamos falando de uma das maiores e bem conceituadas universidades de todo o mundo. Assim, com o aval da Oxford, quem sabe os jogadores tenham um pouco de sossego.

Via: Ubergizmo

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