Para Electronic Arts, tablets serão mais poderosos que consoles até 2018

Por Redação | 10.02.2015 às 15:03
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De um lado, temos uma indústria que já começa a apresentar sinais de saturação, mas ainda assim continua crescendo e tem dezenas de lançamentos todos os anos. De outro, um mercado já consolidado, com poucas opções de hardware e ciclos de vida que chegam a durar uma década. Para o diretor financeiro da Electronic Arts, Blake Jorgensen, essa diferença fundamental entre o mundo mobile e o de video games vai fazer com que tablets tenham mais poder gráfico que os consoles até 2018.

Falando durante a Technology, Internet & Media Conference, o executivo apostou grande nos dispositivos portáteis, afirmando que eles apresentarão no futuro próximo mais possibilidades no mercado de games. Isso inclui principalmente o contato com um público bem maior, que tem tablets e celulares em casa, mas não gosta de games o suficiente para adquirir um console.

Com todo esse desenvolvimento de tecnologia, Jorgensen vê também um avanço no desenvolvimento dos jogos em si. Enquanto títulos casuais, baseados em quebra-cabeças ou união de peças, ainda fazem bastante sucesso, cada vez mais games bem trabalhados, com enredo, boa jogabilidade e personagens profundos também começam a sair para tais plataformas. É um movimento que está levando muitos produtores consagrados para o mundo mobile e, com eles, a tendência é que os jogadores também comecem a dar mais atenção para tais dispositivos. As informações são do site Gamespot.

O executivo conclui seu pensamento afirmando que já se foi o tempo em que títulos para celular eram simples e estáticos, daquele tipo que você abre apenas enquanto espera na fila ou aguarda o ônibus. Experiências muito mais imersivas já existem e, com esse crescimento no potencial gráfico e de processamento, a ideia é que iniciativas assim sejam cada vez mais frequentes.

É uma afirmação que, sem dúvida, vai mexer com os gamers mais tradicionais, que normalmente classificam as plataformas mobile como um terreno dos jogadores casuais. Ainda assim, não dá para negar a expansão e desenvolvimento do setor, com grandes empresas como a NVIDIA e a Apple trabalhando duro para que games com qualidade e primor gráfico estejam presentes nos dispositivos móveis.

Vale lembrar que esse crescimento do mercado configura-se como extremamente interessante para a própria Electronic Arts, que vê seu faturamento nos games para celulares e tablets aumentando cada vez mais a cada relatório fiscal. Aqui, o grande foco são os games free-to-play, que são gratuitos para baixar, mas envolvem transações com dinheiro de verdade para compra de itens, vidas ou regalias especiais.