Pais, prestem atenção aos games!

Por Colaborador externo | 05 de Junho de 2014 às 18h00
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*Por Tony Anscombe

Parece que hoje em dia todas as coisas podem ser conectadas à Internet. Apesar dessa realidade já não ser novidade há algum tempo, novos dispositivos conectados surgem a cada dia. Será que os pais realmente sabem ou entendem quais aparelhos presentes em suas casas são habilitados para se conectar à Internet? E qual a implicação disso para a educação e bem estar de seus filhos?

Com uma média mundial de 5,7 equipamentos conectados por casa nos dias atuais (o que é mais do que a média de pessoas por casa), é importante prestar atenção à tecnologia a qual estamos submetendo nossos filhos. Isso inclui alguns dos aparelhos que nossos filhos mais amam (e que muitos pais odeiam) – sim, os videogames!

Em algum momento recente da história, grande parte das famílias colocou os consoles de games na lista de tecnologias de entretenimento em suas casas, geralmente sem considerar os conteúdos que podem ser acessados por esse aparelho ou o fato de que se trata de um dispositivo que pode ser conectado à Internet.

Vou contar minha própria experiência aqui – joguei recentemente o FIFA 2014 (indicado para maiores de três anos) com o meu filho, e enquanto esperávamos pelo carregamento do jogo começamos a ouvir a música de fundo. Fiquei surpreso ao perceber que a música continha linguagem inapropriada para menores de idade. Parecia apenas um inocente jogo de futebol, mas me chamou a atenção de uma forma totalmente diferente. Não é possível saber se a música foi colocada lá pelo jogo ou pelo console, mas nesse momento isso nem é o mais importante. Seria, sim, fundamental, que os responsáveis filtrassem esse tipo de conteúdo de acordo com a idade indicada para o jogo.

Claro que você pode, e deve, restringir certos aparelhos e acessos. Os fabricantes de jogos mais respeitados do mercado oferecem ferramentas de controle parental que você precisa conhecer e saber operar para manter seus filhos protegidos. Aqui está minha lista de configurações de segurança em quatro dos mais populares consoles à venda atualmente:

Sony PlayStation 4: o PS4 tem opções de configurações no menu principal, na linha superior. Ali, você verá a opção ‘Parental Controls’. Quando você ligar essas configurações ele te pedirá para atribuir um PIN de quatro dígitos para que você possa ativar as restrições instaladas. Se você tem filhos em idades diferentes, uma solução é configurar o ‘Sub-account Management’, que ativa diferentes níveis de restrições para cada um de seus filhos ou de grupos de idades. Mas na verdade, é mais fácil que todas as crianças dividam o mesmo perfil.

Sony PlayStation 3: o modelo mais antigo da Sony, o PS3, tem uma seleção de configurações (um pouco limitada, é verdade) em uma escala, mas ela faz apenas o trabalho básico. No menu principal você pode selecionar ‘Configurações’, e então ‘Configurações de Segurança’ e configurar o nível que você deseja definir. Você também pode desligar o navegador do PS3 se achar necessário – basta ativar isso no menu de configurações do próprio navegador.

Xbox One: a última versão do console da Microsoft tem suas características de segurança em um lugar semelhante: apenas siga as etapas ‘Configurações’, ‘Privacidade e segurança Online’ e então ‘Restrições de Conteúdo’. Aqui você poderá customizar os controles de segurança de acordo com o Entertainment Software Rating Board (ESRB) – o padrão de classificação da indústria para jogos – nas seguintes categorias: Primeira infância, todas as idades, todas as idades 10+, adolescentes, apenas adultos. O Xbox também oferece uma gama de configurações adicionais para que você possa ‘trancar’ certos aspectos dos jogos como compartilhamento de conteúdos, aplicativos, acesso a vídeos e trailers promocionais.

Xbox 360: o modelo mais antigo do Xbox tem opções mais limitadas de proteção, mas permite a configuração de acordo com as categorias (como descrito acima) pelo caminho ‘My Xbox’, ‘Configurações de família’.

Essas configurações podem te trazer um pouco mais de tranquilidade, mas fique atento: alguns jogos podem não ser reproduzidos após essas definições de restrições. Todos os jogos que têm indicação de idade acima da bloqueada não serão executados.

É importante que você esteja ciente do conteúdo que você está deixando seus filhos jogarem. A indicação de faixa etária é um guia tanto para você quanto para o seu filho. Embora você possa pensar que o conteúdo de um jogo é apropriado, na verdade você não sabe o que eles estão vivenciando de fato.

Meu conselho é: tome decisões bem embasadas, em vez de decisões baseadas na pressão que seus filhos irão fazer por jogar o game mais moderno do momento sem nenhuma restrição. Você, como pai, é responsável pela educação e proteção de seu filho, não seja negligente com isso, mesmo com o que pode parecer um simples lazer.

Para mais informações e um melhor entendimento do que são dispositivos conectados e sobre implementação de controle parental você pode baixar gratuitamente meu livro One Parent to Another (em inglês) no site da AVG ou o guia de proteção Proteja Nossas Crianças e Jovens, no site da AVG Brasil.

* Tony Anscombe é especialista de segurança Online da AVG Technologies.

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