Ouya ganha versão 2.0 com 16 GB de capacidade e controle remodelado

Por Redação | 03.02.2014 às 14:50
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Lembra do Ouya? Financiado com a ajuda de 63 mil pessoas depois de arrecadar mais de US$ 8 milhões no site colaborativo Kickstarter, o console open-source baseado no sistema operacional Android chegou oficialmente às lojas em junho de 2013. Na época, o sucesso também se estendeu para os primeiros dias de vendas, quando grandes varejistas norte-americanas, como Amazon e GameStop, ficaram com os estoques do aparelho esgotados.

Pouco mais de seis meses após seu lançamento, o Ouya ganhou nesta semana uma versão atualizada, que chegou aos Estados Unidos trazendo melhorias com relação ao modelo original. Segundo o Kotaku, o novo modelo está disponível por US$ 129 (cerca de R$ 313, na cotação atual) e vem com 16 GB de armazenamento – 8 GB a mais que o primeiro dispositvo.

Além disso, ele ganhou melhorias na conectividade Wi-Fi, mas sua principal novidade está no controle. Muitos usuários dizem que o joystick é o grande defeito do Ouya porque a resposta para os comandos no acessório demoram para aparecer na tela, sem contar a falta de firmeza na hora de apertar os botões. Agora, o novo controlador do videogame adotou a ideia dos consoles da nova geração e não possui mais o botão "Start". Já o design, tanto do controle quanto da caixinha, permanece o mesmo, com a diferença de que ambos estão na cor preta.

Vale lembrar que o primeiro modelo do Ouya continuará a ser vendido por US$ 99 (R$ 240). Por enquanto, nenhuma rede do varejo brasileiro colocou a plataforma à venda, mas ela já pode ser encontrada em sites de leilão online, como o Mercado Livre. Por lá, o aparelho é vendido a um preço médio de R$ 530.

Ouya 2.0

Julie Uhrman, CEO da empresa que fabrica o Ouya, declarou em entrevista no ano passado que a ideia é seguir a tendência do mercado dos tablets e smartphones e lançar uma versão atualizada do gadget todos os anos. A executiva também garantiu aos gamers que todos os jogos para o console serão compatíveis com as gerações anteriores, indo na contramão das plataformas da Sony, Microsoft e Nintendo, que não permitem retrocompatibilidade.

Por outro lado, muita gente ainda se questiona se vale a pena ou não comprar um Ouya. Em agosto do ano passado, o site ArsTechnica publicou uma notícia dizendo que alguns usuários que apoiaram o projeto estavam insatisfeitos com o produto porque ele não oferece um catálogo atrativo de jogos e aplicativos. Outro detalhe é que os donos do videogame preferem usá-lo apenas para jogar títulos gratuitos, em vez de pagar por produtos dentro da loja do aparelho. Isso teria causado prejuízo à empresa, que não comentou o assunto.