Oficiais da marinha dos EUA são repreendidos por prestar consultoria a game

Por Redação | 12.11.2012 às 09:00
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Autoridades norte-americanas afirmaram na última semana que sete membros da elite da Marinha dos Estados Unidos, SEAL, foram repreendidos e punidos por prestar consultoria à Electronic Arts para a produção do jogo 'Medal of Honor: Warfighter'.

Os sete membros da elite especial, do grupo SEAL Team Six, foram punidos em processo administrativo por divulgar informações sigilosas da marinha e pelo mau uso de equipamentos de trabalho durante o período de consultoria prestada para a produtora. A EA, por sua vez, afirma que este é o jogo mais realista da franquia Medal of Honor graças à parceria com os oficiais - um deles tendo participado diretamente da operação que capturou o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden.

Uma carta de repreensão e o corte dos salários pela metade por dois meses foi a punição que a Marinha e o Departamento de Defesa norte-americano empregaram contra os oficiais. E uma das autoridades, que não quis se identificar, afirmou que todos os funcionários do Pentágono seguem normas rígidas sobre empregos externos.

Medal of Honor: Warfighter

"Nós não toleramos desvios das políticas que determinam quem somos e o que fazemos como fuzileiros da Marinha dos Estados Unidos", afirmou em nota o almirante Garry Bonelli, vice-comandante do Comando Especial Naval de Guerra. "As decisões de punição não-judiciais feitas hoje mandam uma clara mensagem para toda a nossa Força que nós temos e teremos um alto padrão de prestação de contas".

Também este ano, o Pentágono ameaçou tomar medidas legais contra o ex-SEAL Matt Bissonnette, por escrever um livro não-autorizado pelo governo norte-americano sobre a operação que acarretou na morte de Bin Laden, em 2011.