No futuro, games poderão se adaptar às vontades de seu jogador

Por Redação | 28 de Outubro de 2012 às 17h12
Julian Togelius

Julian Togelius, um professor da IT University de Copenhague, tem como objetivo de sua pesquisa entender o que faz com que um jogador queira ficar cada vez mais em um game.

As pesquisas de Julian querem prever o que este jogador poderá gostar em determinado game. Ele quer saber como serão os personagens que vão agradar, como deve ser a próxima fase, entre outros detalhes. Tudo isso define a permanência de um usuário no jogo, o que, consequentemente, define o dinheiro que entra nas grandes empresas do setor.

Alguns estúdios renomados utilizam essa técnica de "previsão" para customizar alguns de seus títulos, mas a tendência é que esse processo deixe de ser feito por humanos e passe para as "mãos" das máquinas. O sucesso – ou não – dos games do futuro será baseado em um processo completamente automático.

Durante uma entrevista para a Revista Galileu, Julian explicou mais a respeito do assunto. Ele salienta que o valor gasto para a criação de um jogo é muito alto, e esse é um dos motivos que podem aumentar a automação do processo de criação de videogames.

A inteligência artificial que está sendo desenvolvida e testada atualmente pode ser capaz de substituir equipes inteiras, incluindo profissionais que fazem as vozes, ilustrações e animações dos personagens.

"Há tecnologias novas com inteligência artificial sendo gestadas. Uma delas visa criar o conteúdo do jogo automaticamente, de forma que fases, missões e personagens sejam criados enquanto a pessoa joga", disse o pesquisador.

Já existem no mercado programas capazes de criar cenários sem o auxílio de profissionais. O SpeedTree, por exemplo, está sendo utilizado por grandes companhias para inserir grama e vegetação de maneira automática em seus games. A tendência é que ferramentas como essa se espalhem para o restante dos componentes dos jogos.

Futuramente, os games serão capazes até mesmo de "sentir" o que o jogador quer, e a partir daí se adaptar à sua vontade. Julian chama essa tecnologia - que ainda está em fase de pesquisas - de "geração procedural de conteúdo". Mas existem alguns empecilhos que podem dificultar a implementação desse processo, como a criação automática de falas.

Julian explica que os pesquisadores ainda encontram dificuldades em introduzir falar criadas automaticamente de maneira natural no meio jogo. Mas, mesmo com todas as dificuldades pelo caminho, ele acredita que dentro de cinco anos a tecnologia já esteja no mercado.

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