Nintendo reafirma que saída do país é temporária, mas não sabe como voltará

Por Redação | 13 de Janeiro de 2015 às 08h04
photo_camera Divulgação

A Nintendo anunciou no fim da semana passada o encerramento de suas atividades no Brasil. Após a repercussão da notícia, o diretor e gerente geral da Nintendo na América Latina, Bill van Zyll, reafirmou para diferentes sites que a saída é temporária e a empresa continua estudando uma forma de atuar no mercado brasileiro. Apesar disso, ficou claro que a Big N ainda não sabe como gerenciará seus negócios por aqui.

À Nintendo World, o executivo disse que os altos impostos impedem um modelo de negócios razoável no país. “Considerando os empecilhos atuais que nos impedem de manter uma situação sustentável, não temos nenhuma prévia de quando voltaremos”, afirmou van Zyll. Ele ainda reforçou que o Brasil “possui um mercado único, complexo e com alta carga tributária”, o que tornou o atual modelo de negócio insustentável.

O discurso do executivo foi o mesmo para outros sites. Ao G1, ele afirmou que a atual estratégia para o país “simplesmente não é sustentável”. “Olhamos continuamente para o modelo de importação e nos vimos forçados a repensar esse modelo”, declarou.

Vale lembrar que o problema que o problema da Nintendo com a carga tributária brasileira não é um caso isolado. Microsoft e Sony passaram pelos mesmos desafios que a concorrente, mas decidiram por contornar a situação investindo na produção nacional de consoles para evitar os impostos de importação. A saída, no entanto, já foi descartada pela Nintendo. “Estabelecer um processo local de fabricação é complexo e caro. Não é simples. É algo que pensamos e avaliamos e, no final, por conta de uma série de fatores, analisamos que o custo-benefício da produção local não é a solução certa”, explicou-se o executivo.

Com a produção local das concorrentes e os preços elevados da Nintendo devido a permanência do modelo de importação, van Zyll admitiu que a empresa não conseguia mais concorrer nos valores, o que resultou ainda mais na perda de espaço do mercado nacional.

Inviabilizando a importação, mas também descartando uma produção nacional, restou à Nintendo o investimento na distribuição digital dos seus jogos no país. O problema disso tudo é que a japonesa nunca se ocupou em desenvolver um eShop eficiente no Brasil.

Para o Wii U, por exemplo, não existe uma loja online oficial por aqui e o chefe da empresa para a América Latina afirma apenas que a implementação passa por uma fase de estudo. O Nintendo 3DS possui uma versão bastante limitada e problemática da loja virtual, que muitas vezes não conclui as compras e cobra os jogadores em dólar.

Diante de toda essa situação, muitos esperam que em breve o estoque de jogos no país se esgote e haja uma elevação nos preços tanto nos títulos de catálogo, quanto em lançamentos como Majora's Mask para 3DS e o novo Star Fox para Wii U - ambos aguardados para este ano.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/games/noticia/2015/01/nao-estamos-desistindo-do-brasil-diz-executivo-da-nintendo.htmlhttp://nintendoworld.com.br//4571-ARTIGOS-ENTREVISTA-DIRETOR-DA-BIG-N-FALA-SOBRE-O-FIM-DAS-ACOES-NO-BRASIL

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