Nintendo produzirá novos consoles exclusivamente para mercados emergentes

Por Redação | 08.05.2014 às 10:37

As coisas continuam ruins para a Nintendo e, junto com a revelação de perdas na casa de 10% no ano fiscal 2014, vieram uma série de ideias para trazer a companhia de volta a um patamar positivo. A mais inusitada delas, para não dizer audaciosa, é a ideia de lançar consoles exclusivos em mercados emergentes. Mas não se tratam de simples versões mais baratas de aparelhos existentes, e sim propostas completamente novas para essas regiões.

A mudança na abordagem com relação aos videogames de mesa é decorrente dos números bem abaixo do esperado registrados pelo Wii U. A Nintendo esperava obter uma marca de nove milhões de unidades vendidas entre abril de 2013 e o fim de março de 2014, mas o que se viu foram apenas 2,72 milhões de consoles saindo das lojas debaixo dos braços dos usuários. As informações são do Bloomberg.

Hoje, o console acumula 6,17 milhões de aparelhos comercializados em todo o mundo desde novembro de 2012, quando foi lançado. É um número baixo, principalmente quando se leva em conta um de seus principais concorrentes, o PlayStation 4. A máquina da Sony, lançada um ano depois, já ultrapassou sete milhões em vendas.

Satoru Iwata, CEO da japonesa, não entrou em detalhes sobre os planos da companhia para os mercados emergentes, mas disse que a ideia é ter um plano de negócios completamente dedicado a tais territórios. Segundo o executivo, se trata de criar coisas novas, com design de produto e preços criados do zero, em vez de serem meras edições mais baratas das propostas já existentes.

Trata-se de uma ideia nova para a Nintendo, que costuma vender os mesmos consoles ao redor do mundo ou, no máximo, implementar pequenas mudanças de formato e design. Mesmo essa segunda alternativa é uma que não aconteceu nos tempos recentes, mas quem jogou no NES e Super Nintendo deve se lembrar das diferenças de cartuchos entre as versões japonesa e americana dos consoles.

Nintendo Wii Mini

Apesar de ser uma abordagem inusitada, a ideia não é necessariamente inédita. No final de 2012, a empresa lançou o Wii Mini, uma versão menor de um de seus consoles mais bem-sucedidos. Com visual preto e vermelho e custando apenas US$ 100, o console é exclusivo do mercado canadense e deixa de lado uma série de funções como o suporte online e a retrocompatibilidade com os jogos do GameCube. Pode ter sido este o embrião que levou a empresa a pensar nessa nova estratégia.