Game over: a Nintendo, os impostos e uma geração infeliz

Por Colaborador externo | 28 de Janeiro de 2015 às 09h23
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Por Moacyr Alves*

Nas últimas semanas a Nintendo, empresa japonesa de games, anunciou o término das relações econômicas com o Brasil. O principal motivo para a medida foi a preocupação da companhia em pagar os impostos da maneira mais correta possível, o que faz com que em nosso país os jogos da corporação sejam vendidos pelos preços mais caros do mundo, quando em outros lugares, costumam ser mais em conta do que os equivalentes da Microsoft e Sony, por exemplo.

A Nintendo encarou como um desafio trabalhar no Brasil mesmo com os altos impostos. Esse problema acarretou outro: o contrabando dos seus produtos, o que competia economicamente com a distribuidora oficial.

Para o mercado interno, o rompimento não muda muito porque é fácil achar preços mais baratos para os jogos, por meio de vendedores não oficiais que operam sem fiscalização. No entanto, no cenário internacional, a imagem do Brasil fica manchada, pois retrata para o mundo a triste realidade da retirada de uma empresa já instalada por aqui por conta dos impostos e do contrabando.

Nos últimos anos há uma luta para a redução das tarifas para esse setor. Atualmente os games também são vistos como cultura: possuem trilha sonora, arquitetura e arte gráfica. O governo não trata a área com a devida atenção, ignorando todo o potencial que o mercado apresenta.

Fica uma grande insatisfação para quem realmente é fã da empresa, que criou clássicos como Mario, Zelda, Metroid, entre outros. Microsoft e Sony se mantêm firmes por aqui e assim esperamos que permaneçam em nosso país

*Moacyr Alves é coordenador do curso de Jogos Digitais da Faculdade Impacta Tecnologia.

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