Futuro: CEO da Ubisoft fala sobre a inserção das mídias digitais no mercado

Por Redação | 26 de Setembro de 2012 às 10h55

A Ubisoft sempre foi uma das mais criativas e experimentais produtoras de jogos da indústria, com cofres cheios de euros e mega sucessos como a série Assassin's Creed e muito em breve Watch Dogs.

Com o passar dos anos, ela vem sondando o setor digital, que está em constante expansão no mercado de games, e também colocando suas produções pra rodar através da mídia, como Rayman, que foi colocado à disposição pra galera via download. Além disso, o modo free-to-play é algo que interessa e muito ao estúdio, que tem planos de lançar uma versão de Ghost Recon nesse formato.

Agora que estamos beirando o lançamento dos consoles da nova geração, seria interessante saber a perspectiva da desenvolvedora ante essa novidade. Pra isso, o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot falou um pouco sobre o assunto, em entrevista ao The Guardian.

Esse futuro imprevisível pode causar arrepios nos menos experientes, mas Guillemot e sua equipe parecem estar preparados para o que der e vier, tanto da Sony, quanto da Microsoft. A conversa focou especialmente nas mídias digitais, que pode ser realmente o que veremos daqui pra frente, bem como os games “gratuitos”, ou free-to-play.

free

“O mercado digital tem a tendência de crescer muito rapidamente, e esso ainda é um começo para todos nós (desenvolvedores). Já os free-to-play são outro modelo, uma maneira diferente de monetizar os jogos. Acredito que ambos os modelos possam coexistir, oferecendo diferentes tipos de experiências. Os free-to-play estão funcionando muito bem e vamos seguir esse curso também porque em alguns países, especialmente na Ásia, essa é a única forma como as pessoas jogam jogos eletrônicos. No entanto, continuaremos expandindo nossas áreas de games pra consoles e PC”, disse Guillemot.

As novas plataformas trarão realmente algo de novo para as desenvolvedoras, e justamente esse novo modelo de trabalho pode jogar uma nova luz sobre a forma como fazer jogos para uma geração sem precedentes. Isso é questionável, e as produtoras podem optar por um caminho mais fácil e lucrativo, com a criação de social games e os já citados free-to-play.

“Com os consoles next gen, que vão em direção a jogos maiores, vamos reduzir a demanda. Já com os free-to-play, as equipes não são tão grandes e por isso podemos tentar coisas diferentes e encontrar assuntos que são de interesse dos consumidores. Nós anunciamos Mighty Quest e iremos trazer mais novidades. Este novo ambiente está, na verdade, dando-nos uma chance - porque nós estamos alcançando novos consumidores - para desenvolver novos tipos de marca de jogo e experiência. O que eu gosto em relação a esse modelo de FTP é que você está envolvido com seus consumidores o tempo todo. Você pode passar seis meses refinando a jogabilidade e depois colocá-lo em outro ambiente, outro título, porque você automaticamente sabe que funciona bem”, disse o CEO.

nova geração 1

Para quem tinha dúvidas de que o mercado digital possa ser uma realidade, não é bem assim que a banda toca, e essa nova forma de integração para jogadores poderá fazer parte da nossa vida quando menos esperarmos.

“Precisamos nos adaptar a esses novos fenômenos - criar conteúdo para um console é muito diferente, e até entregar o produto final passamos por muita coisa. Com os jogos digitais, vamos ter a certeza de que podemos reagir rapidamente e mudar a experiência, pois temos que criar todo um sistema que nos mostre por que as pessoas estão parando de jogar em determinados pontos. Isso é algo com o qual venho trabalhando nos últimos três anos - não estou ouvindo apenas o que os jogadores dizem, quero ver o que eles fazem”, concluiu Guillemot, sobre a as facilidades que o mercado digital pode oferecer.

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