Em concurso, bots mostram que estão atingindo nível de humanidade fora do normal

Por Redação | 01 de Outubro de 2012 às 17h35

Duas equipes de programação criaram os “Bots”, uma aplicação de software concebido para simular ações humanas repetidas vezes de maneira padrão, que não só bateu um teste de Turing como também comprovou-se que a criação pode se parecer mais humana do que os próprios humanos.

O UT^2 bot, programado por uma equipe da Universidade do Texas, e o MirrorBot, programado pelo cientista romeno da computação Mihai Polceanu, dividiram um prêmio de US$ 7.000 num concurso que é um dos mais desafiadores para a área, o The 2K BotPrize, no qual os participantes precisam construir robôs para jogos que se pareçam tão humanos quanto o possível, funcionando sem a perfeição quase matemática do computador.

Na competição, controlados pelo computador, estão bots criados por equipes de todo o mundo, que passaram por um teste de júri composto pelos próprios jogadores, em uma arena Unreal Tournament 2004. Daí era julgado qual tinha as características mais humanas entre os participantes. O bot que recebesse a marca sobre suas feições humanas ganhava o concurso.

"Uma grande parte do desafio está em definir “como é o humano”, em seguida definir as restrições sobre as redes neurais que evoluem em direção a esse comportamento ", disse o doutorando Jacob Schrum, da Universidade do Texas.

Todo esse processo de escolha não foi fácil. "Se nós apenas definirmos o objetivo de eliminar os inimigos, um bot irá evoluir para ter mira perfeita, o que um humano não faria. Impusemos restrições sobre o objetivo, que revelou que movimentos rápidos e a longas distâncias diminuem a precisão. Ao evoluir para o bom desempenho sob restrições de investigação de comportamento, a habilidade do robô é otimizada dentro das limitações humanas, resultando em um comportamento perfeito, mas com aparência humana", concluiu.

Enquanto os jogadores humanos conseguiam pontuação média de “humanidade” de 40%, os protótipos eletrônicos atingiam a classificação dos 52%, e essa é a primeira vez que isso acontece.

Isso nos dá um panorama interessante sobre o que veremos no futuro.

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