"E-Sports! Isso ainda vai ser grande no Brasil"

Por Felipe Santana Felix | 22 de Agosto de 2012 às 14h54

Em ano olímpico, um dos grandes temas a serem comentados é o investimento em nossos atletas, visando melhorar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas do Rio em 2016.

Em Londres o vôlei se mostrou novamente como um dos esportes mais bem sucedidos de nossa nação, o futebol se manteve como uma eterna promessa e os irmãos Falcão surpreenderam a todos conquistando medalhas no boxe, esporte tão carente de investimento em nosso pais.

Mas, em meio a tudo isso, a surpresa que mais poderia agradar um jornalista de games envolve jogos relacionados aos esportes.

Nos últimos anos tivemos fatos consideráveis no mercado gamer, como a montagem do Xbox em nosso pais, o inicio da tradução de jogos para o português brasileiro, a volta da Brasil Game Show entre outros. Dentro dos inúmeros acontecimentos ocorridos destaco a vinda da Blizzard, com todo seu portfólio de jogos, e em agosto a chegada da Riot Games com League of Legends Brasil. Estes dois acontecimentos tornaram 2012 um ano especial para os games e principalmente para o e-sport nacional.

Os e-sports podem parecer uma doença psicológica diagnosticada como "nerdice" para pessoas que vivem no século XX, mas este tipo de modalidade já dominou a América do Norte, Europa e Ásia.

De definição simples, e-sports são esportes eletrônicos. Resumindo, aquele joguinho que seu filho joga horas por dia pode ser considerado um esporte eletrônico. No Brasil seus praticantes são chamados de bitolados, vagabundos, estranhos ou virgens, enquanto na Coreia do Sul, China, EUA, Canadá e diversos outros países são agraciados com o nome de cyber atletas.

Os praticantes deste tipo de esporte são pessoas normais que optaram por se dedicar ao seu jogo favorito de forma profissional, reservando parte do seu dia para aprimorar suas habilidades, treinando com seus companheiros com o objetivo de disputar torneios pelo mundo. Estes atletas são patrocinados por empresas da indústria de games e tem todas suas despesas pagas - ou seja, a coisa é séria.

Por incrível que pareça o e-sport já está por aqui há tempos, desde a época da geração "lan house", onde campeonatos de Age of Empires e Counter Strike eram constantes nestes templos de jogos. Vida longa a Monkey!

Com o fim dessa geração o esporte acabou regredindo, já que os jogadores não possuíam um local de encontro para praticar e grande parte das competições eram financiadas por lan houses. Há alguns anos retomamos o crescimento do e-sport devido principalmente ao esforço dos nossos jogadores e entusiastas dos games como Pedroca e Gruntar da comunidade Starcraft2.

O que torna o ano de 2012 tão especial para a nossa comunidade, ainda embrionária, de e-sports é com certeza a vinda da Blizzard e a chegada da Riot Games por aqui.

Ambas as desenvolvedoras são responsáveis por dois dos grandes jogos com maior adesão competitiva na comunidade mundial, Starcraft2 e League of Legend. Este ano a Blizzard já trouxe a São Paulo a eliminatória sul-americana de seu game de estratégia que contou com a classificação do médico curitibano Levin para a etapa mundial na China.

Já a Riot Games, recém-chegada, irá promover o campeonato Brasileiro de League of Legends com quatro classificatórias programadas para setembro que resultaram em oito times disputando a final na Brasil Game Show, entre 11 e 14 de outubro em Sampa.

Em declaração ao mercado, Bruno Vasone, Community Manager da Riot Games, afirma: "A comunidade brasileira está entre as cinco maiores do mundo e este será apenas o primeiro torneio desta magnitude no Brasil. Nossa intenção é, logo de saída, mostrar quão sério é nosso compromisso com o desenvolvimento do cenário competitivo de League of Legends no Brasil. Pretendemos proporcionar um início sólido para que os melhores jogadores do País possam se dedicar com seriedade e profissionalismo à modalidade, podendo competir em pé de igualdade no cenário internacional".

Com essa declaração e a informação de que o campeonato nacional de League of Legends distribuirá 80 mil dólares entre as oito equipes finalistas do torneio, podemos sentir o quão sério a empresa está olhando para o e-sport no Brasil.

Tendo conhecimento deste cenário e da grande perspectiva que as desenvolvedoras possuem no mercado brasileiro, é provável que este ano será marcado como o divisor de águas para os cyber atletas. Parafraseando aquele comercial de Rugby, podemos dizer que esse tipo de modalidade ainda vai ser grande no Brasil!

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