Análise do jogo: Final Fantasy XIII-2

Por Ultradownloads | 23 de Março de 2012 às 08h00

Assim como gêneros de filme, comédia, drama, ação, séries de games têm fãs. Esses fãs aguardam ansiosamente cada nova produção e, de certa maneira, auxiliam as produtoras e desenvolvedoras a saber o que é ou não interessante para os jogadores. Dentro dos RPGs, a série Final Fantasy é um blockbuster, uma verdadeira superprodução, onde cada novo jogo é aguardado com uma expectativa e ansiedade sem tamanhos. Sabendo desses parâmetros, para explicar Final Fantasy XIII-2 é necessário saber que Final Fantasy XIII foi um fracasso.

O game não agradou a crítica e os fãs por perder uma série de elementos considerados característicos da série, entre eles a possibilidade de explorar o mundo em que se está inserido, a possibilidade de viajar para qualquer lugar sem seguir necessariamente uma linearidade. Embora seja um bom jogo, FFXIII foi considerado um bastardo da franquia e, para muitos, não é um “verdadeiro” Final Fantasy.

Dessa maneira, com o intuito de agradar os fãs e, claro, fazer mais dinheiro, a Square Enix lança Final Fantasy XIII-2, que tenta corrigir os erros de seu antecessor.

A história se passa após os eventos de Final Fantasy XIII, depois de um breve encontro com a protagonista do jogo anterior. A trama se desenrola com Noel, um viajante do tempo, e Serah, a irmã mais nova de Lightning. Juntos, os dois devem encontrar Lightning, que desapareceu, para impedir o apocalipse e o vilão Caius.

Com apenas dois personagens jogáveis, a história se torna mais interessante, mas o roteiro da Square ainda dá umas escorregadas, principalmente com relação ao comportamento “esperado” dos personagens principais. Mas a trama, que se inicia um pouco confusa para o jogador, se desenrola bem e melhora a má impressão deixada por FFXIII.

A jogabilidade teve poucas mas essenciais mudanças, a não linearidade e a exploração são as principais. Diferente de FFXIII, agora é possível explorar cidades e masmorras sem ser obrigado a seguir do ponto A até o ponto B. Além disso, já que um dos personagens é um viajante no tempo, o sistema Historia Crux permite avançar ou regressar na linha temporal, para conseguir itens, armas, ou acessar localidades completamente novas.

O sistema de batalha continua utilizando os paradigmas, que são definidos antes das batalhas, e “moldam” as habilidades do seu personagem de acordo com as afinidades que ele tem. Além disso, agora é possível trocar de líder no meio do combate e algumas lutas têm pequenos QTE (*Quick Time Events - aqueles momentos onde é preciso apertar certa combinação de botões, consagrada na série God of War) que deixam os confrontos mais interessantes.

Outra inovação de FFXIII-2 é um sistema que permite colecionar os monstros que você enfrenta e utilizá-los em batalha, em um misto de Pokemon e Monster Hunter. As feras podem ajudar muito a batalha e são um grande apelo aos fãs. Se você sempre quis ter um Cactuar ou um Behemot de mascote, essa é sua chance.

Os gráficos e o som são um espetáculo a parte. As duas áreas em que a Square Enix sempre apresentou maestria, não desapontam e continuam estonteantes. Com destaque especial para a dublagem dos personagens, que consegue deixar ainda mais vivas as animações dos personagens.

De modo geral, Final Fantasy XIII-2 cumpre seu papel de corrigir os erros de Final Fantasy XIII, em suas mais de 40 horas de jogo. Porém, mesmo com as inovações o roteiro derrapa e nem a magnífica direção de arte do game consegue torná-lo um marco na série.

A franquia Final Fantasy já está ficando velha e, assim como outras séries japonesas, vem sofrendo com uma crise na produção de games oriental. FFXIII-2 mostra que ainda é possível se divertir com um game que mistura tradição e novidade. A questão é descobrir até quando essa fórmula vai funcionar. Se a Square não revolucionar em breve, como fez na época de FFVII, a sua maior franquia pode estar com os dias contados.

Gráficos: 9
Som: 8,5
Jogabilidade: 8
Diversão: 7,5

Nota Geral: 8

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